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quarta-feira, 30 de março de 2011
domingo, 20 de março de 2011
Um laptop para cada aluno:inciativa do Governo Federal comentada por professora da UFRJ
terça-feira, 15 de março de 2011
OPINIÃO: EDUCAÇÃO, CIDADANIA E CONSUMO
''As crianças saem da escola sabendo resolver equações álgebras, porém, não sabem comparar e entender taxas de juros de interesse das empresas'', afirma Maria de Lourdes Coelho
* Maria de Lourdes Coelho
A ideia de desenvolver um Projeto de Educação Consumerista tem origem no surgimento do “analfabetismo do consumidor”, que mostra a falha de muitos sistemas de Educação na preparação dos estudantes para o mundo real.
As crianças saem da Escola com habilidade para escrever um ensaio sobre Napoleão, mas não sabem escrever uma simples carta a um fabricante de bicicletas que apresentam defeitos; sabem resolver equações álgebras, porém, não comparam e entendem taxas de juros de interesse das empresas.
Esta Educação inapropriada causa danos entre as pessoas nos países em desenvolvimento. A grande maioria ignora o que são direitos e responsabilidades, também desconhecem como se exerce o controle social e sua inserção no sistema. Esta Educação desligada da realidade do cidadão dá vazão ao analfabetismo do consumidor, representando uma transgressão da dignidade humana e a destruição dos direitos sociais e econômicos.
Reconhecendo esta Educação errônea, organizações mundiais de consumidores promovem aEducação consumerista como uma resposta essencial às necessidades reais dos consumidores numa sociedade global tecnicamente avançada.
Mas não só as entidades de defesa do consumidor devem desenvolver e estimular Programas de Educação para o Consumo.
Os governos que se consideram democráticos têm o dever legal e ético de oportunizar um projeto educativo que possa encorajar as pessoas a agirem como consumidores capazes de fazerem escolhas adequadas, conscientes de seus direitos e responsabilidades.
Observando-se que em tais projetos deve ser dada uma especial atenção às reais carências de consumidores nas áreas urbanas e rurais, incluindo consumidores de baixa renda e aqueles de níveis baixos ou inexistentes. Projetos específicos de área rural devem ser capazes de mobilizar o consumidor no sentido de fazê-lo pensar a questão do meio ambiente, turismo rural agregado e outros.
Da mesma forma, observamos que a preservação ambiental é responsabilidade também urbana. Não se trata simplesmente de criar uma nova disciplina, mas fazer com que temas como escolhas do consumidor, propaganda, dinheiro, poder de compra, saúde e hábitos de consumo sejam inseridos nas disciplinas já existentes.
Estaremos assim indo ao encontro de Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN-MEC), oportunizando ao aluno /consumidor compreender a cidadania como participação social e política e perceber-se integrante e agente transformador da realidade social de nosso país.
Somente dessa forma poderemos realmente celebrar o Dia Mundial do Consumidor. Entretanto, é necessário um novo olhar para as relações de consumo, ou seja, o cumprimento de nossos deveres e direitos, principalmente o Direito de Educação e de Informação.
Sabemos que o consumidor que não tem acesso ao conhecimento está realmente excluído do processo social. Citando Gabriel Marcel, “vivemos num mundo que parece construído sobre a recusa de pensar, do refletir”.
O homem esqueceu do seu ser para se concentrar no ter. Nessa relação com o mundo, o homem passa a consumir e a ser um objeto do consumo, e não um sujeito de ação. Sentimos, então, cada vez mais a necessidade de uma Educação para a relação de consumo.
Com certeza, a vida Escolar se enriquece com a introdução de conteúdos contemporâneos. O aluno passa a se interessar pelo assunto; o professor se renova.
Contudo, não se trata de criar nova disciplina, mas de buscar recursos (fundamentação teórica e experiências concretas) no cotidiano para que o professor possa construir com seus alunos critérios para formar um cidadão mais crítico, mais atuante, que lute por seus direitos e tenha consciência de seus deveres, buscando assim encontrar respostas para sua própria satisfação.
*Diretora do Centro de Educação do Consumidor
Fonte: Zero Hora (RS)
sexta-feira, 11 de março de 2011
MEC amplia benefícios para estimular professor de escola pública a fazer curso superior
Cerca de 381 mil professores da educação básica – 16% dos que atuam em sala de aula – estão matriculados em cursos superiores, seja para conseguir o primeiro diploma ou complementar a formação. O Ministério da Educação (MEC) quer incrementar esse número e decidiu ampliar benefícios do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) para profissionais que já atuam na rede pública.
Desde o ano passado, o programa permite a estudantes de cursos de licenciatura pagar o financiamento atuando em escolas da rede pública após a formatura. Cada mês trabalhado em regime de 20 horas semanais abate 1% da dívida – o que permite quitar o valor em oito anos e quatro meses sem custo financeiro.
A partir de uma portaria publicada no Diário Oficial da União, a medida será estendida a professores que já atuam na rede pública e querem cursar alguma licenciatura. Para aqueles que já estão na carreira, o tempo em que estiver fazendo o novo curso e trabalhando em escola pública passa a contar para o abatimento da dívida.
Levantamento feito pelo MEC em 2009 identificou que 600 mil professores que atuavam na educação básica não tinham a formação mínima adequada – ou não tinham diploma em nível superior ou eram formados em outra áreas que não as licenciaturas.
O cruzamento feito entre os dados dos censos da Educação Básica e Superior, que identificou 381 mil professores em busca do diploma, mostra que a maioria – 192 mil – está matriculada em cursos de pedagogia. Em seguida aparecem as licenciaturas em letras (44 mil), matemática (19 mil), história (14 mil), biologia (14 mil) e geografia (10 mil). Do total, 67% estão em instituições privadas.
De acordo com o ministro da Educação, Fernando Haddad, não é possível indicar se esses profissionais estão em busca de uma primeira ou de uma nova graduação. O MEC pretende depurar os dados para conhecer melhor esse público. “Mas os números nos surpreenderam positivamente. Nos dois casos [de o professor ter ou não nível superior], a busca pela formação é positiva”, disse.
Há ainda docentes matriculados em cursos que não são diretamente relacionados à prática pedagógica como direito (8 mil), administração (5 mil) e engenharia (3 mil).
Fonte: Agência Brasil
terça-feira, 8 de março de 2011
INTERNET Como combater o vício na rede?
21/02/2011 12:13
Texto
Ligia Menezes
Foto: Claudia Marianno
Cada vez mais jovens se interessam pelo mundo virtual, deixando o real de escanteio. Internet em excesso, assim como álcool e drogas, pode viciar, causa abstinência, mas tem tratamento.
Seu filho chega da escola ao meio dia. A primeira coisa que faz é entrar no msn. Em seguida, almoça e se conecta a alguma rede social, que ele adora: manda recados para os amigos e joga os games oferecidos, até às três. Como se não bastasse todo o tempo que já passou online, decide pesquisar na rede o tema do trabalho que terá em classe na semana que vem (ou pelo menos é o que ele diz para você que fará). Às cinco, já com a vista cansada, ele liga o videogame na internet e joga com os amigos, conversando com eles por meio de um fone de ouvido - ele fala, inclusive, com gente que não conhece pessoalmente. Às oito vai jantar, faz rapidamente o dever de casa e volta para o msn, até a hora de dormir, depois de muita insistência sua...
Se a cena acima é comum em sua vida, você precisa entender mais sobre vício na rede, problema que tem se tornado mais comum do que imaginamos. "Estimamos que 10% dos usuários da internet já tenham se tornado dependentes", analisa o psicólogo Cristiano Nabuco de Abreu, coordenador do programa de Dependentes em Internet (www.dependenciadeinternet.com.br) do Hospital das Clínicas, em São Paulo. "Desses, 3% são jovens de até 16 anos", completa o psiquiatra infantil Fábio Barbirato, do Rio de Janeiro.
Afinal, qual é a linha entre o normal e o patológico quando o assunto é internet? Quais são os sintomas apresentados por essas crianças e adolescentes? Como tratar? Confira a seguir as dicas dos especialistas:
16 sintomas do vício:
1. Tem mais de cinco amigos virtuais, que não conhece pessoalmente;
2. Antes, vários amigos ligavam na sua casa para falar com ele, agora, isso é bem raro;
3. Fica irritado quando está há mais de uma hora sem internet;
4. Evita sair de casa quando é para ir a lugares sem computador;
5. Só fala dos jogos onlines, redes sociais e pessoas “virtuais”;
6. Mente a respeito do tempo que costuma passar conectado;
7. Vai mal na escola - as notas baixas começaram desde que ele passou a usar mais a internet;
8. Desobedece quando você o manda sair do computador - geralmente você precisa falar mais de 3 vezes e cada dia é preciso insistir mais;
9. Não tem motivação para fazer nada;
10. Está com a autoestima bem baixa;
11. Se tornou uma criança caseira e solitária;
12. Nega fazer as coisas que antes lhe davam muito prazer;
13. Se sente triste, ansioso ou deprimido na maior parte do tempo;
14. Adora frequentar lan houses e a conta fica bem cara! (Aliás, esse é o principal programa que ele faz);
15. Ele já chegou a passar mais de 10 horas online em um único dia.
16. Você já sentiu falta de alguns trocados quando seu filho vai para a lan house;
Fonte:http://educarparacrescer.abril.com.br/comportamento/filho-viciado-em-internet-619457.shtml
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
sábado, 19 de fevereiro de 2011
Xô , Dengue!
domingo, 13 de fevereiro de 2011
sábado, 12 de fevereiro de 2011
terça-feira, 1 de fevereiro de 2011
Você precisa da educomunicação?
Rodrigo Ratier (rodrigo.ratier@abril.com.br). Com reportagem de Fernanda Salla
Como o próprio nome sugere, a educomunicação é uma área que se nutre dos saberes da Pedagogia e das Ciências da Comunicação. "Ela trata do uso das mídias no ensino, mas não só isso. Investigamos da crítica midiática à comunicação comunitária, da produção de vídeos com fins educativos à resolução de conflitos no ambiente escolar", diz Ismar de Oliveira Soares, professor da Universidade de São Paulo (USP) e responsável pelo lançamento da licenciatura em Educomunicação. O mercado, ainda incipiente, acena com oportunidades para além das escolas (veja o quadro à direita). Para os professores já na ativa, uma opção mais focada são as extensões e especializações, oferecidas por ONGs e universidades. Outra alternativa é o programa Mídias na Educação (abr.io/midia), ciclos de estudo a distância de 120 a 360 horas organizados pelo Ministério da Educação (MEC).
Onde atua o educomunicador
Local Escolas
Funções Consultor de novas tecnologias ou professor de áreas ligadas à Comunicação no Ensino Médio
Local Secretarias de Educação
Função Pesquisador em mídias e Educação, atuando no desenvolvimento de projetos para escolas
Local ONGs
Função Formador de comunicadores comunitários, coordenando a produção de jornais, vídeos e sites
Fonte: Professor Ismar de Oliveira Soares, da USP
domingo, 23 de janeiro de 2011
Concreto, abstrato e como são representados no cérebro
Por definição, concreto é o que se pode experimentar sensorialmente, enquanto abstrato, o oposto. Para entender como o cérebro representa esses tipos de conceitos, um artigo publicado na revista Human Brain Mapping em 2010 reuniu e analisou dados de 19 estudos de neuroimagem sobre como o cérebro lida com o abstrato e o concreto.
Lidar mentalmente com conceitos abstratos ativa mais fortemente o giro inferior frontal e o giro temporal médio, ambos do lado esquerdo, relacionados ao processamento verbal, do que conceitos concretos. Por outro lado, lidar com conceitos concretos aumenta a atividade no córtex precúneo esquerdo, giro para-hipocampal, cingulado posterior e giro fusiforme – áreas envolvidas com a percepção sensorial. O estudo sugere, portanto, que ambos os conceitos concretos e abstratos teriam uma representação comum verbal, enquanto os concretos teriam uma representação adicional por visualização mental, semelhante a uma experiência sensorial, mas que ocorre mesmo na ausência do estímulo externo.
A diferença de tratamento cerebral dedicado aos dois tipos de conceitos pode explicar como as palavras concretas são aprendidas mais cedo e reconhecidas mais rapidamente, por exemplo, graças à possibilidade de se formar imagens mentais desses conceitos: é mais fácil visualizar mentalmente um martelo do que a liberdade. (ACMAC, 25/05/2010)
Fonte: Wang J, Conder JA, Blitzer DN, Shinkareva SV (2010) Neural representation of abstract and concrete concepts: A meta-analysis of neuroimaging studies. Human Brain Mapping 27.
sexta-feira, 14 de janeiro de 2011
O BRINCAR COMO AUXÍLIO NO COMPORTAMENTO DA CRIANÇA AUTISTA
A brincadeira é a linguagem das crianças. Pela brincadeira se pode aprender a interação social, trabalhar a atenção, seqüências, habilidades, solucionar problemas, explorar sentimentos, desenvolver causa e efeito, estimular a criatividade. Com a falta de interação social, comunicação e problemas no comportamento, muitos autistas vão necessitar de ajuda para estabelecer uma relação com outras crianças e muitos não sabem brincar, o que precisa ser ensinado.
Para começar escolha algo que funcione com o autista, o que chamaria a sua atenção (dinossauros, tubarão, fadas, jogos, bola). Deixe a criança iniciar a brincadeira, fazer uma escolha. Se a criança recusar a sua presença na brincadeira comece apenas observando-a brincar, depois introduza comentários ("nossa, este carro é bem veloz!"). Não se preocupe se a criança ignorar seus comentários, continue a introduzi-los aos poucos.
Ajude a criança a engajar-se na comunicação recíproca na brincadeira. Exemplo: a criança está brincando com um carrinho. Você pode pegar outro carro e dizer: "este carro amarelo corre melhor que o azul. Vou mostrar! Cadê o azul? Ah! aqui está". (Pegue o carro marrom e deixe a criança corrigir você). Cometa outros erros e comece uma corrida de carros com isso.
Quando a criança estiver confortável em brincadeiras recíprocas, aumente a interação.
Exemplo: Ela só quer brincar de carrinho, pegue um brinquedo de animal e peça carona, depois reclame que o cachorro está com fome proteste e insista, com o tempo a criança vai parar e brincar de alimentar o cachorro. Aumente a brincadeira e encontre alguns amigos para o lanche, como o elefante, leão, e outros, alargando o horizonte e os interesses da criança. Se for muito sobrecarregado para a criança este passo, volte um pouco para traz.
Evite questionamentos e direcionamentos. Muita estrutura e perguntas nesta hora podem inibir tanto a iniciativa da criança como o processo dela solucionar problemas. Quando a criança estiver se sentindo confortável com a brincadeira recíproca, você poderá direcionar a brincadeira para conceitos e seqüências que deseja trabalhar. Exemplo: Ela só brinca de carrinho e sempre os coloca na mesma ordem. Introduzindo o cachorro e novos problemas, a criança começará a dar atenção a outros brinquedos.
Brinque e interaja. Pretenda ser um dos brinquedos e explore isso. Exemplo: Ao invés de dizer "venha e me ajude a construir um forte", seja um personagem que está pedindo ajuda. Converse com os brinquedos. Quando a criança estiver acostumada com este tipo de brincadeira tente mudar sua estrutura. Exemplo: Se ele só quer brincar com o carro azul, peça para deixar que você brinque uma vez com o carro azul.
Se a atenção da criança for mínima, não puxe a brincadeira por muito tempo. O importante é ela aprender como é gostoso brincar com outras pessoas.
Não se preocupe se está fazendo certo ou errado. Se divirta com o processo. O único erro é não brincar ou não tentar interagir com a criança.
Fonte: Autism Asperger´s Digest Magazine
quarta-feira, 12 de janeiro de 2011
Aprender a ler e escrever altera a forma de funcionamento do cérebro
Pesquisa mapeou, por meio de ressonância magnética, atividade cerebral de analfabetos e de alfabetizados na infância e na idade adulta e descobriu que área dedicada ao reconhecimento facial se torna ''especialista'' no reconhecimento de palavras
11 de janeiro de 2011 | 0h 00
Lígia Formenti e Alexandre Gonçalves - O Estado de S.Paulo
As mudanças provocadas pelo aprendizado da leitura não se limitam à melhora na qualidade de vida. Estudo conduzido pelo Centro Internacional de Neurociências da Rede Sarah, com a colaboração de cientistas de Portugal, França e Bélgica, demonstra que aprender a ler e escrever altera a forma de funcionamento do cérebro.
Antonio Milena/AE-3/1/2009
Adaptação. De acordo com neurocientistas, hábito da leitura cria novas conexões cerebrais
"Há uma mudança nas redes neuronais da visão e da linguagem", afirma Lúcia Braga, presidente da Rede Sarah e coordenadora do trabalho. Os resultados indicam que o cérebro faz um rearranjo de suas funções ao iniciar o aprendizado da leitura.
Uma área inicialmente dedicada ao reconhecimento facial se torna "especialista" no reconhecimento de palavras. Isso, no entanto, não significa que alfabetizados percam a capacidade de identificar rostos. Muito embora, nos testes, os analfabetos apresentaram um desempenho superior aos alfabetizados no reconhecimento de faces.
"Outras pesquisas precisam ser realizadas. Mas a nossa suspeita é de que, em pessoas alfabetizadas, o reconhecimento de rostos em parte seja transferido para outra região cerebral", disse Lúcia Braga.
Estímulos. A pesquisa analisou exames de ressonância magnética feitos em 63 voluntários. O grupo, formado por brasileiros e portugueses, teve a atividade cerebral mapeada enquanto era submetido a estímulos, como ouvir frases, ver palavras, rostos e outras imagens. Dos voluntários, 10 eram analfabetos, 22 haviam sido alfabetizados na idade adulta e outros 31 aprenderam a ler e escrever ainda na infância.
Os exames mostraram que o grupo de pessoas alfabetizadas apresentou uma atividade mais acentuada nas áreas do córtex associadas à visão.
Além disso, pesquisadores notaram que houve também um aumento das respostas do cérebro relacionadas à identificação de fonemas. "Isso de certa forma explica por que analfabetos não conseguem fazer a supressão do som de uma palavra: como anana de banana", contou Lúcia.
As mudanças nas redes neurais foram identificadas nas pessoas escolarizadas desde a infância e naquelas que aprenderam a ler na fase adulta.
"Os ganhos foram evidenciados nos dois grupos", explicou a coordenadora da pesquisa.
Essa "adaptação" do cérebro é explicada por Lúcia. "A escrita é algo relativamente novo na história da humanidade para ter influenciado uma mudança genética", disse. A saída encontrada pelo cérebro foi reciclar áreas anteriormente reservadas a outras funções para atender às novas demandas. "Quanto mais estudamos, mais conexões cerebrais nós temos", completa.
Para Lúcia, os resultados do trabalho reforçam a importância da leitura, uma espécie de "musculação", para o cérebro. "Vemos isso diariamente no trabalho de reabilitação feito no Sarah. Os resultados do trabalho são muito mais rápidos em pessoas que têm cérebro exercitado do que as que não têm."
A Rede Sarah de Hospitais de Reabilitação é especializada em tratamento e pesquisa sobre paralisia cerebral, espinha bífida, traumatismo craniano, acidente vascular cerebral, doenças neuromusculares e problemas ortopédicos.
Ao todo, nove unidades integram a rede - um hospital e um Centro Internacional de Neurociências e Reabilitação, em Brasília, e unidades hospitalares em mais sete capitais.
terça-feira, 11 de janeiro de 2011
Pais trocam material escolar para promover consumo consciente
Para evitar gastos, desperdício e ensinar o consumo consciente aos filhos, pais de alunos de escolas particulares de São Paulo têm organizado feiras para trocar livros, material escolar e até uniformes. Na Vila Madalena, zona oeste da capital, a Organização de Pais Solidários da escola Vera Cruz prepara para os dias 26, 27 e 28 de janeiro uma feira de distribuição dos materiais coletados ao longo de 2010. São livros didáticos, paradidáticos, pastas coloridas com o logo do colégio e uniformes.
Foto: Marina Morena Costa
Posto de coleta de doações na escola Vera Cruz
A ideia, batizada de Troca Solidária, começou no ano passado com poucos participantes. O projeto ganhou força em 2010 e arrecadou cerca de 200 livros didáticos, 100 pastas além de uniformes infantis. Denise Durand Kremer, mãe dos alunos Rafael, de 6 anos, e Sofia, 9, é uma das organizadoras da Troca e conta que o projeto foi motivado “pelo momento que o planeta vive” e para recuperar o sentido do coletivo. “Todo ano compramos toda a lista de material e livros, muitas vezes sem necessidade. Há um glamour em ter todo o material novo que é pura falta de consciência”, avalia.
Com o apoio da escola, a Organização de Pais Solidários enviou e-mails, distribuiu cartazes e pontos de coleta de material nas unidades do Vera Cruz. Os pais também promoveram palestras e discussões com a preocupação de estimular em seus filhos uma visão mais econômica e sustentável do mundo.
Foto: Marina Morena Costa Ampliar
Fernanda Salles explica para Glayds Atchabahian quais materiais podem ser doados
Glayds Atchabahian soube da iniciativa ao buscar na escola o filho Caio, de 6 anos. “Reciclagem é comigo mesma. Sinto que as coisas não se perdem. O que não serve mais pra gente serve para outras pessoas ou pode ser reciclado”, lembra. Daniela Padilha, mãe de Maria Clara, de 8 anos, participa da Troca Solidária e conta que a prática é uma rotina em sua casa: “Minha filha entende e é super atuante. Não só com o material escolar, mas com roupas e brinquedos também. Se não usa mais, ela passa adiante”.
Para Fernanda Salles, membro da Organização de Pais Solidários e uma das responsáveis pelo plantão de arrecadação dos materiais, a família e a escola devem trabalhar o consumismo. “Consumir com consciência precisa ser ensinado. O que se ensina na porta da escola é tão importante quanto o que é passado dentro de sala de aula”, aponta.
Perdidos valiosos
Casacos de grife, aparelhos eletrônicos, estojos repletos de canetas novas, livros didáticos abandonados. Um achados e perdidos extremamente rico e cada vez mais encorpado. Diante do pequeno cômodo embaixo de uma escada, repleto de materiais valiosos, Vilma Martins percebeu que havia algo fora da ordem na Escola Nossa Senhora das Graças, no Itaim Bibi, onde seu filho estuda. “Não acho normal um livro de R$ 100 ficar largado, esquecido o ano inteiro. Levei essa reflexão para os pais, para que eles se conscientizassem e discutissem com os filhos sobre o valor dos pertences”, conta.
Da indignação diante do abarrotado achados e perdidos, surgiu o LivroLivre. A Organização dos Pais do Gracinha (como a escola é chamada) criou o projeto de arrecadação de livros didáticos e paradidáticos. “O foco é o consumo consciente e a economia que os pais farão é um acréscimo. O mais importante é a reflexão sobre a utilização do material”, completa Maria Cecília Cesar Schiesari, membro da associação.
A escolha do nome e do logo do projeto foram feitas pelos alunos do Gracinha. O projeto arrecadou 2.300 livros ao longo de 2010, que serão distribuídos gratuitamente em uma feira no próximo dia 11 de janeiro. Cerca de 800 livros que não estão na lista de material foram doados para uma biblioteca mantida pela escola no Jardim Angela, na periferia de São Paulo.
Associações em escolas particulares de São Paulo promovem feiras de livros usados para discutir o consumo e, de quebra, economizar
Marina Morena Costa, iG São Paulo | 08/01/2011 07:05
sexta-feira, 7 de janeiro de 2011
Livros didáticos do Rio deverão ter versões em formato digital
RIO - A partir de agora, livros técnicos e didáticos editados no estado do Rio também deverão ter à venda uma versão em formato digital acessível aos deficientes visuais. É o que determina a lei 5.859/11 publicada nesta quarta-feira no Diário Oficial. As editoras têm 180 dias para adequar as novas publicações à lei, seja via download ou CD-Rom.
Para o Deputado Altineu Cortes (PR), autor do projeto e presidente da Comissão de Defesa das Pessoas com Deficiência da Alerj, isso vai facilitar e democratizar o acesso à educação já que muitos deficientes visuais, cegos ou com pouca visão, não leem em braile (sistema de leitura pelo tato).
- O braile é mais difundido entre aqueles que adquiriram a deficiência já na primeira idade, ou ainda na juventude. Felizmente, existem softwares livres que fazem a leitura de textos para quem não sabe a linguagem dos sinais - diz o parlamentar.
O Sindicato Nacional dos Editores de Livros (SNEL) reconhece o propósito da lei, mas teme prejuízo.
- Somos a favor da lei, mas não temos nenhum estudo para saber qual a demanda desse tipo de produto. Pode ser um nicho de mercado ou não. O custo para converter um livro para o sistema digital é alto. Isso pode gerar um prejuízo à editora, que ainda tem o risco de sofrer alguma penalidade por não ter o produto disponível - justifica a presidente do SNEL, Sônia Machado Jardim.
Atualmente, uma portaria do Ministério da Educação (MEC) determina que todos os livros didáticos comprados pelo órgão também tenham sua versão digital distribuída de forma gratuita para as escolas. Metade do custo de produção desse material é pago pelo MEC.
Rodrigo Gomes
Publicado em O Globo Educação
quarta-feira, 5 de janeiro de 2011
Governo aumenta em R$ 300 estimativa de investimento por aluno em 2011
04 de janeiro de 2011 | 12h 28
Agência Brasil
O valor mínimo previsto pelo governo para ser investido em cada aluno durante 2011 será cerca de R$ 300 a mais que o de 2010. A quantia passa de R$ 1.414,85 para R$ 1.722,05, de acordo com portaria ministerial da Educação e da Fazenda publicada no Diário Oficialda União.
Os recursos provém do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), que deve ter uma receita de R$ 94,48 bilhões em 2011 – aumento de 13,7% em relação a 2010 (estimado em R$ 83,09 bilhões).
A contribuição dos Estados, do Distrito Federal e dos municípios deve atingir R$ 86,68 bilhões. A complementação da União ao Fundeb corresponde a 10% desse montante, ou seja, R$ 8,66 bilhões.
Desse total, R$ 7,80 bilhões serão repassados pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) a nove Estados que não devem atingir o valor mínimo anual por aluno com sua própria arrecadação: Alagoas, Amazonas, Bahia, Ceará, Maranhão, Pará, Paraíba, Pernambuco e Piauí.
Outros R$ 866 milhões estão reservados para complementar o pagamento do piso salarial de professores e financiar programas de melhoria da qualidade da educação.
www.estadao.com.br/noticias/educacao
quinta-feira, 23 de dezembro de 2010
segunda-feira, 20 de dezembro de 2010
Atividades físicas promovem bem-estar em crianças com limitações físicas
As brincadeiras no parquinho podem ser um evento desafiador para as crianças que começam a entender o significado de “fazer parte de uma turma”. Aquelas crianças com algum tipo de limitação, em especial, são impactadas ainda mais fortemente, pois ser aceito e valorizado por seus companheiros se torna algo ainda mais importante.
Um estudo feito por Nancy Spencer-Cavaliere, pesquisadora da Universidade de Alberta, EUA, e publicado no periódico Physical Activity Quarterly,entrevistou crianças com algum tipo de limitação física e mapeou seus sentimentos sobre a inclusão e a rejeição em atividades que incluíam recreação, jogos e algum tipo de esporte.
“As crianças eram convidadas a imaginar situações em que crianças fictícias – personagens criadas com os pesquisadores – tinham problemas parecidos com os delas”, descreve a pesquisadora. Nas histórias, o sentimento de rejeição por não serem convidadas – ou mesmo proibidas – para participar de um jogo ou brincadeira ficaram evidentes. “Isso só comprovou que esse tipo de ambiente é realmente desafiador para essas crianças, e pode influenciar no seu desenvolvimento saudável”, explica.
Até mesmo os professores se mostraram uma figura que poderia ajudar a aliviar esse sentimento de rejeição, porém as entrevistas mostraram que havia uma distância desses indivíduos quando era necessário chegar a uma resolução desse tipo de problema.
“Quando esse tipo de problema era resolvido de forma apropriada, os sentimentos relacionados pelos participantes eram de ‘legitimação’”, indica Spencer-Cavaliere. “Fazer parte do jogo ou da brincadeira trazia à tona o sentimento de que elas tinham valor”, diz.
Outro ponto importante analisado pela pesquisa foi o quanto os círculos sociais eram importantes para essas crianças. Ter alguém em quem confiar, para elas, permitia que tivessem menos preocupações com suas performances e maior foco no prazer do jogo ou da brincadeira, momentos que eram descritos como muito excepcionais e que aumentavam o sentimento de bem-estar físico e mental.
“É interessante que quando se discute inclusão, dificilmente as pessoas mencionam a educação física como algo importante”, diz a pesquisadora. “Isso pode indicar que as pessoas não consideram isso algo inclusivo ou que a inclusão seja pensada por adultos e as brincadeiras fazem parte do mundo das crianças, e apenas elas devem decidir as regras sobre esse tipo de comportamento” aponta Spencer-Cavaliere.
Esse tipo de atitude – deixar as crianças regularem as regras para brincadeiras e jogos – pode comprometer as crianças com algum tipo de limitação física, pois elas acabam dependendo de indivíduos não necessariamente maduros ao ponto de entender e promover a integração com as pessoas diferentes.
“Todas as crianças precisam se sentir incluídas, independentemente de terem ou não limitações físicas, e as escolas precisam ensinar as crianças a fazer escolhas legítimas nessa direção, experimentando variações nas atividades físicas e não se limitando a reproduzir regras preestabelecidas”, finaliza.
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com informações do Physical Activity Quarterly
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