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quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Horas e horas em frente ao PC? Veja como evitar problemas de saúde

Horas e horas em frente ao PC? Veja como evitar problemas de saúde

 

Medidas simples como alongamentos e educação postural podem previnir dores de cabeça, problemas de coluna e tendinite

Horas e horas em frente ao computador, posição incorreta e distância não indicada da tela do seu monitor podem ser uma bomba para a sua saúde. Mas não há como fugir, o micro já faz parte da rotina de muitos, como é o caso do programador Denis Moraes. Entre atividades do trabalho e da faculdade, ele chega a passar 17 horas em frente ao computador, o que já lhe rendeu sérios problemas.
“Uma época da minha vida eu trabalhava muito, acredito que postura errada, muito stress no trabalho, teve um dia que eu acordei e eu não conseguia me mexer, aí foi constatado que eu estava com meu nervo ciático inflamado”, conta Denis Moraes, programador.
Tendinites, bursites e problemas de coluna costumam surgir principalmente devido à posição incorreta do usuário em frente ao PC. Já os problemas de visão não costumam ser causados por seu uso, mas sim descobertos com ele.
“Até hoje não existe nenhuma doença conhecida desencadeada pelo computador, por outro lado, pessoas que têm alterações de visão, podem ter mais desconforto com o uso do monitor. Então, pessoas que tem problemas de visão, seja miopia, astigmatismo, pequenos estrabismos que passavam despercebidos, podem ser percebidos com o uso do  monitor”, explica o oftalmologista Flávio Vilella.
Além dos tratamentos como fisioterapia e acupuntura, os médicos indicam que o usuário mantenha sempre os cotovelos apoiados sobre a cadeira, coluna e pernas sempre retas, formando um ângulo de 90 graus. Praticar esportes para fortalecer a musculatura e fazer pausas durante o uso da máquina é outra dica.
“As pausas são muito importantes para a pessoa fazer um alongamento, soltar um pouquinho a musculatura. A cada uma hora, se a pessoa puder parar em torno de cinco a dez minutos, vai ser bastante benéfico para a pessoa não sobrecarregar a musculatura”, recomenda Ricardo Galotti, ortopedista.
Olhos secos e dor de cabeça são as maiores reclamações de quem passa muito tempo em frente ao pc. Além da lubrificação constante por meio de colírios, a dica é sempre manter o monitor 15 cm abaixo do nível dos olhos e ficar atento se há um constraste muito grande da iluminação da tela em relação ao ambiente. Ambientes mais homegêneos obrigam o usuário a forçar menos  a visão.
“Ambientes muito iluminados, que produzem reflexo na tela do monitor ou monitores que produzem uma iluminação excessiva, são mais desconfortáveis. Monitores antigos, ou monitores sem proteção de tela causam mais desconforto que monitores mais moderno com tela de cristal liquido”, diz Flávio Vilella.
Muitas empresas não respeitam ou mesmo desconhecem sua existência, mas existe uma lei que as obrigam a oferecerem ambientes favoráveis ao uso dos computadores. de forma a não comprometer a saúde de seus funcionários. Por isso, se você está sentindo algum desconforto, a primeira indicação é procurar ajuda médica e prestar atenção ao seu ambiente de trabalho.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Mudanças no mobiliário escolar da rede pública virão em 2011

 

Terça-feira, 26 de outubro de 2010 - 17:54

São Paulo – Em audiência pública realizada pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) nesta terça-feira, 26, em São Paulo, representantes da autarquia e da indústria de móveis debateram melhorias na produção de mesas e cadeiras ergonômicas para alunos e professores da rede pública de ensino.
Entre as mudanças propostas, destacam-se a eliminação de vãos nos assentos e novas medidas para o encosto das cadeiras. Também foram sugeridos a troca do sistema de fixação do tampo das mesas, que passará a ser preso com buchas, e o redesenho da curvatura do anteparo do porta-livro. As alterações valerão a partir de 2011, quando será homologado o novo pregão eletrônico de registro de preços para aquisição do mobiliário escolar por estados e municípios.
“O processo de padronização do mobiliário escolar no Brasil é irreversível, o que só aumenta nossa responsabilidade em propor melhorias contínuas”, diz José Carlos Freitas, diretor de administração e tecnologia do FNDE. “A compra centralizada por meio da ata de registro de preços cria um parâmetro de eficiência para o mercado.”
Ergonomia – As especificações do mobiliário escolar decorrem de acordo entre a autarquia e a Fundação de Desenvolvimento da Educação (FDE), de São Paulo, que cedeu o projeto de móveis escolares baseado na regulamentação da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). O mobiliário é composto pelo conjunto do aluno (carteira e cadeira), conjunto do professor (mesa e cadeira) e por mesa acessível para estudantes cadeirantes, todos concebidos ergonomicamente, para atender a educação básica. A carteira e a cadeira do aluno encontram-se disponíveis em três tamanhos, conforme a estatura do estudante.
Assessoria de Comunicação Social do FNDE