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domingo, 18 de setembro de 2011

Seis passos para melhorar qualidade de vida do professor.

1. Organização do tempo

Um dos grandes problemas do professor é o tempo. O professor deve organizá-lo em torno de suas prioridades, cortando ou otimizando o tempo de seus afazeres menores.

2. Exercícios físicos

O professor sempre está em duas posições, em pé ou sentado. Neste intervalo, recomenda-se praticar de cinco minutos a duas horas de exercício, seja na academia ou simples alongamentos. Cinco minutos podem parecer pouco, mas em longo prazo a diferença é visível.

3. Beber água

A água desempenha duas funções fundamentais no corpo: ativar termostato e quebrar gordura. Para calcular a quantidade ideal de água que você deve beber por dia você deve multiplicar 25 ml X seu peso corporal.

4. Arrumar a postura

A má postura desencadeia várias doenças, desde as mais conhecidas, como cifose, lordose e escoliose, até bronquite e pneumonia.

5. Qualidade de tempo

Tire um tempo para você mesmo. Faça o que gosta, se dedique a um hobby, se distancie um pouco da sua vida profissional e foque na sua vida pessoal.

6. Sono

É um dos passos mais importantes, necessário para reorganizar tudo o que foi desorganizado durante o seu dia. Dormir bem altera a qualidade de vida dentro e fora de casa.

As dicas são do Daniel Garcia, Educador Físico e Massoterapeuta Quiroprático do Portal Educação.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Aulas de educação física melhoram rendimento escolar. Para o corpo e para a mente.

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Diminuir as atividades físicas e recreativas para que os estudantes fiquem mais tempo na sala de aula, em vez de melhorar as notas, tem um impacto negativo sobre o aprendizado.
A revelação foi feita durante a reunião anual das Sociedades Acadêmicas Pediátricas, que está se realizando em Denver, nos Estados Unidos.
O estudo reforça as evidências de que as atividades físicas são benéficas não apenas para o corpo, mas também para a mente.
Atividades físicas criativas
Kathryn King e Carly Scahill, pediatras do Hospital Infantil da Universidade da Carolina do Norte, testaram um programa de atividades físicas entre crianças do primeiro ao sexto ano, todas apresentando notas abaixo da média.
Antes do programa, as crianças tinham uma única sessão de atividades físicas de 40 minutos, uma vez por semana. As aulas de educação física foram estendidas para toda a semana - 40 minutos por dia, cinco dias por semana.
Mas não se trata apenas de correr, saltar ou fazer polichinelos. O programa envolve atividade de treinamento de movimentos, como traçar formatos no chão com giz ou dar nomes às cores de cada degrau enquanto saltam para baixo ou para cima por uma escada colorida.
Crianças maiores também participaram de exercícios monitorados em aparelhos, como uma esteira que mostrava noções de geografia enquanto a criança corria ou uma parede de alpinismo cujos números vão mudando conforme a criança ascende na escalada.
Mente sã em corpo são
As pesquisadoras compararam as notas dos estudantes em testes padronizados antes e depois do programa de atividades físicas.
Os resultados mostraram que o tempo investido nas atividades físicas e lúdicas tem bom retorno.
O percentual de estudantes que atingiu a nota mínima passou de 55% antes, para 68,5% depois da participação no programa.
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Fonte do texto em português  Diário da Saúde

Notícia original no Sciencedaily  http://www.sciencedaily.com/releases/2011/05/110501183653.htm

Para assistir ao vídeo do Dr. King e Dr. Scahill discutindo a pesquisa:
http://etl2.library.musc.edu/video/scahill_king/study.html
Texto original
http://www.aap.org/advocacy/releases/pas2011/movementsun.pdf

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Atividades físicas promovem bem-estar em crianças com limitações físicas

As brincadeiras no parquinho podem ser um evento desafiador para as crianças que começam a entender o significado de “fazer parte de uma turma”. Aquelas crianças com algum tipo de limitação, em especial, são impactadas ainda mais fortemente, pois ser aceito e valorizado por seus companheiros se torna algo ainda mais importante.

Atividades físicas promovem bem-estar em crianças com limitações físicasUm estudo feito por Nancy Spencer-Cavaliere, pesquisadora da Universidade de Alberta, EUA, e publicado no periódico Physical Activity Quarterly,entrevistou crianças com algum tipo de limitação física e mapeou seus sentimentos sobre a inclusão e a rejeição em atividades que incluíam recreação, jogos e algum tipo de esporte.

“As crianças eram convidadas a imaginar situações em que crianças fictícias – personagens criadas com os pesquisadores – tinham problemas parecidos com os delas”, descreve a pesquisadora. Nas histórias, o sentimento de rejeição por não serem convidadas – ou mesmo proibidas – para participar de um jogo ou brincadeira ficaram evidentes. “Isso só comprovou que esse tipo de ambiente é realmente desafiador para essas crianças, e pode influenciar no seu desenvolvimento saudável”, explica.

Até mesmo os professores se mostraram uma figura que poderia ajudar a aliviar esse sentimento de rejeição, porém as entrevistas mostraram que havia uma distância desses indivíduos quando era necessário chegar a uma resolução desse tipo de problema.

“Quando esse tipo de problema era resolvido de forma apropriada, os sentimentos relacionados pelos participantes eram de ‘legitimação’”, indica Spencer-Cavaliere. “Fazer parte do jogo ou da brincadeira trazia à tona o sentimento de que elas tinham valor”, diz.

Outro ponto importante analisado pela pesquisa foi o quanto os círculos sociais eram importantes para essas crianças. Ter alguém em quem confiar, para elas, permitia que tivessem menos preocupações com suas performances e maior foco no prazer do jogo ou da brincadeira, momentos que eram descritos como muito excepcionais e que aumentavam o sentimento de bem-estar físico e mental.

“É interessante que quando se discute inclusão, dificilmente as pessoas mencionam a educação física como algo importante”, diz a pesquisadora. “Isso pode indicar que as pessoas não consideram isso algo inclusivo ou que a inclusão seja pensada por adultos e as brincadeiras fazem parte do mundo das crianças, e apenas elas devem decidir as regras sobre esse tipo de comportamento” aponta Spencer-Cavaliere.

Esse tipo de atitude – deixar as crianças regularem as regras para brincadeiras e jogos – pode comprometer as crianças com algum tipo de limitação física, pois elas acabam dependendo de indivíduos não necessariamente maduros ao ponto de entender e promover a integração com as pessoas diferentes.

“Todas as crianças precisam se sentir incluídas, independentemente de terem ou não limitações físicas, e as escolas precisam ensinar as crianças a fazer escolhas legítimas nessa direção, experimentando variações nas atividades físicas e não se limitando a reproduzir regras preestabelecidas”, finaliza.

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com informações do Physical Activity Quarterly

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sábado, 11 de setembro de 2010

Falta de divulgação é obstáculo na inclusão de estudantes com deficiência nos esportes

 

Ana Okada

Em São Paulo

  • Fernando Pilatos/UOL

    Matheus Rheine Corrêa de Souza, 17, e sua mãe, Roseli Maria Corrêa, 48, nas Paraolimpíadas Escolares

A falta de divulgação dos esportes paraolímpicos ainda é um dos principais obstáculos que os estudantes com deficiência enfrentam para a prática esportiva. Segundo Andrew Parsons, presidente do Comitê Paraolímpico Brasileiro, não há tanta divulgação desses esportes nas escolas: "É uma coisa que tentamos no passado, mas temos dificuldade para fazer devido à grande quantidade de instituições", diz.

Outra dificuldade é a falta de capacitação dos professores de educação física da rede pública. "O que acontece muito é que esse aluno acaba fazendo trabalho teórico ou fica sentado, sem fazer nada. Isso faz com que ele se distancie do esporte", diz. Parsons salienta, no entanto, que a grande maioria das cidades do país já têm entidades que oferecem esportes para esse público. Um modo de encontrar os locais que têm esportes paraolímpicos é o site do comitê.

Segundo o presidente, a transmissão televisiva dos "Jogos Olímpicos" de Atenas, em 2004, foram importantes para a difusão desses esportes. Ele conta que, antes, as pessoas não sabiam que tratava-se de uma competição com atletas de alto rendimento, assim como as olimpíadas. "Essa questão do ídolo é muito importante: as pessoas se espelham no Zico, no Pelé; é importante as crianças terem um ídolo que nem elas. Quando você investe na categoria escolar, você garante a continuidade do esporte."

Desenvolvimento

Marcos Vieira da Silva Santos, 19, é deficiente e, quando pequeno, precisaria tomar hormônios: após começar a praticar natação, aos oito anos, ele não precisou mais. Segundo sua mãe, Maria do Carmo Vieira, 51, o esporte, além de desenvolver fisicamente o filho, deu-lhe calma e facilitou sua alfabetização.

Apesar de ele ter feito esportes sempre em associações gratuitas, a mãe conta que não foi fácil conseguir uma vaga para Santos. "Você só conseguia se conhecesse alguém de lá. Acho que hoje as coisas estão mais fáceis, mas sempre tem lista de espera", diz.

Olimpíadas

Matheus Rheine Corrêa de Souza, 17, nada desde os três anos, incentivado pelo pai. Ele, que está na seleção Brasileira permanente jovem, é cego de nascença e, nas Olimpíadas Escolares, conquistou cinco medalhas de ouro. "A expectativa dos treinadores é que eu vá para as Olimpíadas de 2016, mas meu sonho mesmo é ir já para 2012, nem que eu só consiga só um bronze", diz. O atleta se divide entre os treinos de natação, a musculação e o terceiro ano do ensino médio.

A mãe de Souza, Roseli Maria Corrêa, 48, também acha que falta divulgação e incentivo para os deficientes praticarem esportes: "A vida de um deficiente que começa no esporte é um antes e um depois. Eles se animam mais, ficam mais independentes. Devia ter gente buscando mais isso, é fantástico", diz.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Conheça os sete principais benefícios da atividade física regular

 

Exercícios podem melhorar sua saúde, humor e até mesmo a vida sexual

Você já sabe que o exercício é bom para você. Mas sabe o quanto a atividade física é boa, sendo capaz de impulsionar o seu humor e até melhorar sua vida sexual? Para se sentir melhor, ter mais energia e talvez viver mais tempo e com mais qualidade, confira as 7 maneiras específicas de como os exercícios podem melhorar sua vida:
Exercício melhora seu humor
Depois de um dia estressante. Um treinopersonalizado, na academia ou uma caminhada rápida de 30 minutos pode ajudá-lo a se acalmar. A atividade física estimula várias reações químicas no cérebro que podem deixar você mais feliz e mais relaxado do que você estava antes, podendo até mesmo ajudar a prevenir a depressão. Fazendo com que se sinta melhor, aumentando sua confiança e auto-estima.  

Exercício combate doenças crônicas
Preocupado com doenças cardíacas ou tentando prevenir a osteoporose? A atividade física regular pode ajudar a prevenir ou gerenciar a pressão arterial elevada. Através dela, seu colesterol também vai ser beneficiado, pois aumenta a lipoproteína de alta densidade (HDL), ou bom colesterol, enquanto diminui os níveis de triglicérides e o colesterol ruim (LDL). Este golpe duplo deixa seu sangue fluir sem problemas, reduzindo o acúmulo de placas nas artérias, além de ajudar a prevenir diabetes tipo 2 , osteoporose e alguns tipos de câncer.
Exercício ajuda a controlar seu peso
Quando você faz atividade física, você queima calorias. Quanto mais intensa a atividade, mais calorias você queima e é mais fácil manter o peso sob controle. Alguns exemplos são fáceis de seguir: vá pelas escadas ao invés do elevador, leve seu cachorro para passear, caminhe durante a pausa de seu almoço, levante-se no intervalo da TV, ou melhor, movimente-se o máximo que puder, pois ao longo do dia, você verá que gastou mais calorias do que imagina. 

Exercício aumenta o seu nível de energia
A atividade física fornece oxigênio e nutrientes aos tecidos, ajudando todo o sistema cardiovascular, tornando mais eficiente a circulação do sangue pelo coração e através dos vasos sanguíneos. Quando o seu coração e pulmões trabalham mais, você tem muito mais energia para fazer as coisas que mais gosta.
Exercício promove um sono melhor
Você tem dificuldade para adormecer? Com o aumento de suas atividades físicas durante o dia isso poderá ser resolvido. Às vezes o exercício físico é a chave para a solução de uma noite bem dormida. Quando isso acontece, melhoramos a concentração, a produtividade e o humor. No entanto, se você se exercitar muito perto da hora de dormir, poderá ficar muito energizado para adormecer, portanto a melhor solução seria treinar mais cedo. 

Exercício pode melhorar e estimular seu desempenho sexual
A atividade física pode deixá-lo com maior disposição, energia e consequentemente proporcionar um efeito mais positivo na sua vida sexual. No caso dos homens, por exemplo, aqueles que se exercitam regularmente têm menos probabilidade de ter problemas com a disfunção erétil do que os que não o fazem, especialmente à medida que envelhecem.
Exercício pode ser uma diversão

O que fazer num sábado à tarde? Procure uma atividade para a família inteira. A atividade física não precisa ser penosa. Faça aulas de dança, caminhada em família, brinque em uma parede de escalada, empurre seus filhos no balanço ou vá a um parque respirar ar puro. Jogue bola, vôlei, queimada com eles. Encontre uma atividade física de que você goste e se cansar faça outra, experimente algo novo.
O que importa é que você se mexa e gaste mais calorias do que você costuma ingerir com sua alimentação. E agora, se estiver convencido de que a atividade física regular é boa, comece hoje mesmo a ter mais saúde e disposição. 

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Toda criança tem de aprender a ter hábitos saudáveis. E esse aprendizado passa pelos pais e pelo ambiente familiar.

Uma boa alimentação e hábitos saudáveis, como fazer exercícios, são imprescindíveis para um bom crescimento, um desenvolvimento correto e podem impactar significativamente na saúde e prevenir contra o desenvolvimento da obesidade em longo prazo. Além disso, os exercícios contribuem para um melhor nível de bem-estar e melhoram o rendimento escolar dessas crianças.

Exercícios o suficiente

“Crianças que se engajam em atividades físicas na 1ª infância – entre 1 e 6 anos – desenvolvem consideravelmente seu nível de motricidade”, aponta Alessandra Nabeiro, docente na área de Educação Física da Universidade de São Caetano do Sul (USCS), em São Paulo. Alessandra lembra que nessa idade as atividades físicas ideais são aquelas com fundo lúdico, sem regras muito definidas, onde não existe nível de competição nem são cobradas as chamadas “especialidades” (técnicas específicas de um jogo ou esporte).

Os benefícios desse tipo de hábito de exercícios – conjunto com uma alimentação mais saudável – contribuem para que eles se concentrem mais e consequentemente tenham menos problemas acadêmicos. Além disso, as crianças se sentirão melhor com seus corpos e desenvolverão habilidades motoras.

Os níveis de estresse também caem e a regulação das emoções se torna mais fácil em crianças que fazem atividades físicas. A autoestima aumenta, a ansiedade diminui e os sintomas de depressão dificilmente se instalam. Esses benefícios se tornam uma herança para a vida adulta desses indivíduos. (leia mais aqui )

“Apesar de não termos dados exatos sobre essa questão, notamos que muitos pais e professores relatam os benefícios sociais do engajamento em uma rotina de atividades físicas. Essas crianças se relacionam de forma mais fácil e mostram diminuição na ansiedade. Consequentemente, têm menos problemas escolares”, aponta Alessandra que também coordena a Escola de Ginástica para Crianças, projeto ligado à USCS. (leia mais aqui)

Poucas crianças fazem atividades físicas

Apenas 30% das crianças americanas entre 6 e 17 anos fazem 20 minutos de atividade física diária, diz uma pesquisa feita pela Associação Americana de Pediatras (AAP) na sigla em inglês). Uma porcentagem ainda menor chega ao ideal, ou seja, 1 hora de atividades físicas por dia de acordo com as orientações da própria AAP.

No Brasil não há dados consolidados sobre a questão, mas uma pesquisa do IBGE feita em 2009 mostrou que a obesidade infantil aumentou em 35% nos últimos 30 anos. Entre as causas possíveis para esse salto está o aumento do sedentarismo entre a população brasileira (por volta de 70% é considerada sedentária).

Benefícios para o organismo

Comendo melhor e com mais variedade, o crescimento dessas crianças é seguramente melhor e o organismo se torna mais forte contra doenças. Uma rotina de exercícios físicos ajuda a construir músculos e ossos mais fortes, além de limitar o acúmulo de gordura no corpo.

Os exercícios combinados com uma alimentação saudável também previnem contra transtornos alimentares e condições que possam se desenvolver na idade adulta como doenças do coração, diabete, pressão alta e mesmo câncer.

Pais são modelos de comportamento

O problema observado por Alessandra, entretanto, é que os pais – que são o modelo de comportamento seguido pelas crianças – nem sempre têm hábitos alimentares saudáveis. Isso se deve a vários fatores, entre eles o tempo disponível para as atividades familiares.

“Os pais, no curto espaço de tempo que têm para conviver com os filhos, podem acabar optando por não variar os alimentos consumidos e mesmo escolher alimentos industrializados, pela praticidade. Esses alimentos – entre eles os salgadinhos e os doces ou bolachas – são grandes fontes de sódio e de gorduras diversas. Mesmo aqueles que alardeiam serem livres de ‘gordura trans’ têm grandes quantidades de outros tipos de gorduras”, diz a especialista que já acompanhou crianças com problemas de pressão alta (devido ao consumo excessivo de sódio, ou seja, sal) e com índices de colesterol “ruim” (o LDL) bastante altos para a idade.

A falta de tempo, entretanto, não deve desmotivar os pais na hora de desenvolver novas maneiras de introduzir uma alimentação mais equilibrada em casa. Mesmo não abrindo mão da praticidade é possível melhorar o modo como se come em família (leia mais aqui e também aqui)

Por tudo isso é sempre bom lembrar que a rotina saudável das crianças depende do modo como os pais tratam essa questão. É bom ter em mente que:

• Comportamento dos pais é imitado pelas crianças

As crianças, de forma instintiva, imitam os hábitos dos pais. Se os pais se mostram desmotivados para fazer exercícios físicos e não indicam a necessidade de se alimentar de forma correta, os filhos muito provavelmente seguirão o mesmo tipo de padrão de comportamento. Esses hábitos ruins podem ser levados para toda a vida, atravessando várias gerações.

• Responsabilidade pela manutenção ou introdução de hábitos alimentares

Dentro de casa, as compras são feitas pelos adultos. Então se não há a introdução de novos tipos de alimentos (frutas, verduras e alimentos integrais, por exemplo) as crianças dificilmente se interessarão por esses alimentos quanto estiverem fora de casa (na escola, por exemplo). (leia mais aqui)

• Gosto é questão de família

Simplesmente introduzir um novo alimento, mas demonstrar que não gosta daquele tipo de comida, pode desmotivar os filhos a provar novos sabores. Esse tipo de problema pode se desdobrar em outros, levando até mesmo a problemas de crescimento e desenvolvimento (leia mais aqui e também aqui )

• Refeições em família ajudam a mudar os hábitos

Fazer refeições em família, ao redor da mesa, evitando distrações como a televisão, pode ser uma boa maneira de reeducar os filhos para novos hábitos alimentares. (leia mais aqui)

• Brincar também é exercício

Uma rotina de atividades físicas não precisa ser apenas baseada em praticar esportes ou competir com os filhos. Atividades lúdicas (como jogar freesbee, patinar, empinar pipa, brincar de pega-pega ou ir ao clube nadar de forma descompromissada) também são ótimas maneiras de introduzir o hábito entre os filhos. Mais importante do que os exercícios feitos é a constância dessas atividades. Ir ao parque ou a um clube alguns dias por semana é o ideal.

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por Enio Rodrigo

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quinta-feira, 29 de julho de 2010

Fisioterapeuta avalia desenvolvimento motor de bebês.

Bebês pequenos para a idade gestacional - ou PIG, como são chamados pelos especialistas - apresentam grandes chances de ter um desenvolvimento motor prejudicado, especialmente aqueles expostos a ambiente familiar desfavorável. Uma avaliação realizada na Faculdade de Ciências Médicas (FCM) pela fisioterapeuta Denise Campos em 95 bebês apontou que os nascidos PIG apresentaram diferenças significativas no desenvolvimento motor nos primeiros meses de vida em relação aos bebês adequados para a idade gestacional, denominados AIG. Os bebês PIG consistem em um dos alvos de pesquisa do Grupo Interdisciplinar de Avaliação do Desenvolvimento Infantil (Giadi) da FCM, que até o início do ano era coordenado pela neurologista Vanda Maria Gimenes Gonçalves, falecida recentemente, também orientadora da tese de doutorado defendida por Denise Campos.

Os dois grupos de voluntários da pesquisa nasceram dentro do prazo ideal de gestação, ou seja, a partir de 37 semanas. No entanto, os pequenos sofreram algum tipo de restrição de crescimento já no útero materno. Em geral, mães fumantes, com hipertensão ou com quadro de desnutrição podem ocasionar o nascimento de um bebê PIG. Esta criança, não necessariamente, nasce com baixo peso ou prematuro. Mas, a grande maioria dos bebês PIG é também baixo peso, ou seja, nascem com menos de 2,5 quilos.

Segundo Denise Campos, as principais diferenças ocorreram no segundo e sexto mês de vida da criança. Ou seja, dentro do primeiro ano, no período de maior aquisição motora dos bebês, pois justamente nesta fase eles aprendem a rolar, sentar, engatinhar e andar. "O fato de se encontrar diferenças não quer dizer que a criança irá continuar nesta mesma escala de dificuldade o resto da vida. Mas, é bom que se observe o desempenho motor deste grupo com maior rigor para que não haja um comprometimento futuro", destaca a fisioterapeuta.

Os bebês foram avaliados com a escala americana Bayley de desenvolvimento infantil, que inclui um total de 48 provas para avaliação motora dos primeiros seis meses de vida. Além de terem uma pontuação geral em níveis mais baixos, os bebês PIG também desempenharam algumas atividades com menor frequência. No segundo mês de vida, por exemplo, os movimentos alternantes para se arrastar de barriga para baixo, virar de barriga para cima e equilibrar a cabeça, ficaram aquém dos números observados nos bebês AIG. Já no sexto mês de vida, a principal dificuldade dos pequenos foi sentar-se sozinho, equilibrando por um tempo entre dois e trinta segundos. As avaliações foram feitas ainda no primeiro e terceiro meses, sendo que nesses períodos nenhuma diferença estatística foi observada.

Num segundo momento, a fisioterapeuta investigou outros fatores que poderiam contribuir para as diferenças encontradas entre os bebês PIG e AIG. Para isso, foram colhidas informações sobre as características familiares dos bebês, a partir de um questionário respondido pelos pais. Verificou-se diferença significativa quanto à ocupação materna, escolaridade materna e renda per capita, sendo que no grupo PIG houve maior frequência de mães que não trabalhavam fora de casa, que apresentavam menos de oito anos de estudo e com baixa renda familiar.

"Acreditamos que as características familiares tenham contribuído para as diferenças motoras encontradas. O ambiente em que a criança vive pode afetar seu desenvolvimento, principalmente no caso dos bebês PIG. Um ambiente rico em estímulo ajuda a minimizar os riscos de comprometimento futuro. Já o contrário, um ambiente com pouca estimulação e superproteção, pode contribuir para o atraso no desenvolvimento motor", explica Denise. Neste sentido, a pesquisa serve para destacar a necessidade de políticas públicas voltadas para a orientação dos pais, e divulgação de estratégias para estimular o desenvolvimento motor desde o nascimento, a fim de prevenir ou minimizar alterações motoras.

Texto: Raquel do Carmo Santos
Fonte: Jornal da Unicamp

Publicado em: 26/07/2010

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Práticas corporais alternativas: trabalhando o corpo e a mente.


Pilates - Objetivo: controle da respiração

Meditação, ioga, tai-chi-chuan, pilates, dança indiana... Há alguns anos, essas atividades entraram na moda e, ao contrário do que muitas pessoas previam, elas vieram para ficar. O homem moderno é caracterizado por uma vida carregada de intensos afazeres, que os impede de tomar um tempo para si mesmo. Somam-se a isso, doenças e transtornos que podem surgir como consequências desse estilo de vida agitado, como estresse intenso, transtorno de pânico, enxaqueca, asma, depressão, entre outros. Nesse sentido, a promessa de um tipo de atividade física que trabalhasse tanto o corpo como a mente se mostrou perfeita para que esse homem pudesse praticar atividade física cuidando do seu corpo e da sua cabeça.

As práticas corporais alternativas têm origens diferentes, em especial o Oriente próximo e distante: Índia, China e Japão são alguns dos países que desenvolveram essas técnicas que utilizamos hoje. Todas as práticas corporais alternativas apresentam um ponto em comum: o controle da respiração. Entende-se que é por meio do controle respiratório que o homem é capaz de atingir os estados meditativos de consciência. Quem já experienciou o pilates, a ioga ou qualquer tipo de meditação, sabe que a chave para uma prática completa é unir os movimentos corporais a ritmos respiratórios lentos e ordenados. Esse é um elemento tão fundamental que o antropólogo Marcel Mauss, em seu artigo “As técnicas do corpo” assume a possibilidade de que essas práticas corporais, de outras culturas, permitiriam ao homem a alterar seu estado de consciência, o que ele chama de “entrar em contato com Deus”. Em suas palavras:

“No meu entender, no fundo de todos os nossos estados místicos há técnicas do corpo que não foram estudadas por nós, e que foram perfeitamente estudadas pela China e pela Índia desde épocas muito remotas. Penso que há necessariamente meios biológicos de entrar em ‘comunicação com Deus’. E, embora a técnica da respiração seja o ponto fundamental na Índia e na China, creio que ela é bem mais difundida de um modo geral.”

Embora com raízes bastante antigas, essas técnicas ganharam o estilo de vida moderno da sociedade ocidental. Aliás, pessoas famosas não apenas aderiram a essas práticas, como também ajudaram na sua divulgação. Um exemplo expressivo é a cantora Madonna que declarou mais de uma vez a sua adesão ao pilates e a ioga.

Como já foi dito, essas práticas vieram para ficar. Tanto que alguns cursos universitários de Educação Física incluíram as práticas corporais alternativas no seu currículo, como é o caso da Universidade Federal do Rio Grande do Norte. No que se refere ao ensino fundamental e médio, essas práticas também devem ser trabalhadas nas aulas de Educação Física, segundo orientações do Ministério da Educação e da Cultura, por meio dos Parâmetros Curriculares Nacionais.

O problema que se coloca em relação a esse tipo de prática corporal é a falta de preparo dosprofissionais. Ora, se por um lado as universidades vêm aderindo a esse tipo de atividade, por outro, a inclusão dessas disciplinas no currículo universitário ainda é muito recente para que a oferta deprofissionais qualificados responda significativamente à demanda que há na sociedade hoje. Portanto, os professores que estão atuando hoje nas escolas, ou se prepararam para esse conteúdo de modo individual – procurando cursos particulares – ou não estão preparados. Por isso, embora essas práticas sejam um ótimo conteúdo para a Educação Física escolar, ela é muito pouco trabalhada. Quem sabe isso ainda poderá mudar um dia.

Por Paula Rondinelli
Colaboradora Brasil Escola
Graduada em Educação Física pela Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” – UNESP
Mestre em Ciências da Motricidade pela Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” – UNESP
Doutoranda em Integração da América Latina pela Universidade de São Paulo - USP

Educação Física - Brasil Escola

domingo, 16 de maio de 2010

Rede PEFE 2010


16/05/2010, upload feito originalmente por clamufage.

Professores de Ed. Física e Coordenadores Pedagógicos de escolas do Rio de Janeiro, participaram dia 15/06 da Formação Rede PEFE organizada pelo Banco Santander/Real no SESC Tijuca (RJ). Foi o segundo encontro presencial da formação que acontece em ambiente virtual.