Mostrando postagens com marcador stress. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador stress. Mostrar todas as postagens

sábado, 22 de outubro de 2011

Quatro dicas para diminuir o estresse no trabalho

A prática de exercícios podem ajudar a aliviar a pressão do dia-a-dia e evitar problemas como a Síndrome de Burnout

O autoconhecimento e o pensamento positivo também contribuem para diminuir estresse

O autoconhecimento e o pensamento positivo também contribuem para diminuir estresse

 

Durante a consulta, Celina, que atua como gerente da área de TI de uma instituição financeira, não sabia dizer exatamente quando os sintomas começaram porque fora algo progressivo, há meses sofria constantemente de dores de cabeça, insônia, sensação de exaustão e problemas gastrointestinais. Aliado a isso, o estado emocional de Celina com relação ao trabalho também não era dos melhores. Sentia-se irritada, pressionada pelo trabalho, tinha problemas com a chefia, trabalhava com prazos impossíveis de serem cumpridos, com uma equipe e um sistema falhos, o que a deixava com uma constante sensação de falta de eficácia e falta de esperança no trabalho. Por mais que se empenhasse, tinha a sensação de que nunca iria alcançar as metas estipuladas.
Com o tempo, foi adoecendo com mais facilidade, e as gripes, que antes eram facilmente controladas com analgésicos, agora a derrubavam na cama, e, nos últimos tempos, problemas cardíacos começaram a surgir obrigando-a a faltar no serviço e buscar ajuda médica. Mais tarde, conversando com seu médico, percebeu que seus problemas de saúde foram ocasionados pela exposição crônica a agentes estressores no trabalho. E foi assim que Celina conheceu a Síndrome de Burnout.
A Síndrome de Burnout é um estresse relacionado ao trabalho que resulta da luta prolongada do paciente contra agentes estressores no trabalho, e está sendo cada vez mais estudada por conta de sua correlação com o baixo rendimento e comprometimento com a empresa, absenteísmo (falta no trabalho), aumento de acidentes no trabalho, intenção de deixar o emprego e alta rotatividade.
Os sintomas físicos do Burnout podem incluir dores de cabeça, transtornos gastrointestinais, tensão muscular, hipertensão, episódios de resfriado/gripe, distúrbios do sono, problemas cardíacos, dor lombar, ansiedade e depressão.
Na área de serviços, o Burnout é composto por três elementos principais:
• Exaustão emocional: caracterizada pela falta de energia e sensação de esgotamento dos recursos emocionais.
• Despersonalização: marcada pelo tratamento dos clientes como se fossem objetos e não pessoas.
• Não realização profissional: caracterizada pela tendência de avaliar a si mesmo de forma negativa.
Pesquisas apontam que a questão emocional é de grande importância na vivência do estresse. A pesquisa de Sheena Johson e cols (2005) mostrou que algumas profissões como policiais, professores, enfermeiros e até mesmo Call Center, podem ser mais vulneráveis ao estresse por serem profissões que exigem: 1) interação direta ou por telefone com clientes; 2) as emoções mostradas nesses empregos têm por objetivo influenciar as atitudes e comportamentos de outras pessoas; e 3) a demonstração dessas emoções devem seguir regras. Em outras palavras, todos eles devem manter a calma, serem cordiais e mostrarem autocontrole. Outros estudos apontam para o fato de que essa dissonância emocional, que é sentir uma coisa e ter que demonstrar outra, pode resultar em sensações de hipocrisia, levando à baixa auto-estima e até mesmo à depressão.
Entretanto, os estudos também apontam que a propensão ao estresse não é igual para todas as pessoas. Algumas serão mais e outras menos atingidas, e outras não sofrerão estresse. O que diferencia são os traços de personalidade e os recursos internos que as pessoas possuem para lidarem com as adversidades do trabalho, esses recursos serão mais eficientes quanto maior for o conhecimento de si mesmo.
Portanto, a boa notícia é que boa parte da solução também pode estar ao seu alcance, ou seja, você pode amenizar o impacto negativo dos problemas relacionados ao trabalho sobre sua qualidade de vida física e psíquica.
É claro que não há fórmula certa contra o estresse, justamente por ser um conjunto de variáveis externas (relacionados ao ambiente) e internas (relacionado às questões psíquicas) que nos torna mais ou menos vulneráveis ao estresse. Mas é possível adotar algumas medidas que auxiliam na manutenção da saúde contra o estresse, seguem algumas dicas:
• Pratique exercícios: o estresse lesa menos pessoas fisicamente ativas. Procure fazer algo que sinta prazer: caminhadas leves, natação, ginástica localizada, yoga, etc.
• Tenha um hobby: caso o seu trabalho não lhe proporcione prazer, mas você se sente impossibilitado de sair imediatamente por questões financeiras, uma saída é desenvolver um hobby. É preciso encontrar prazer de alguma forma no trabalho, o hobby seria uma espécie de segundo trabalho, onde a pessoa pode focar a atenção sem tantas interrupções, em ambiente mais controlado e encontrar prazer no próprio processo do trabalho. Já vi vários casos em que o hobby se tornou profissão. Pense nisso!
• Procure pensar positivo: tenha consciência de que preocupação demais não solucionará o problema. Criatividade só vem quando a mente está tranqüila.
• Conheça a si mesmo: só assim você descobrirá as melhores formas de lidar com as adversidades da vida e superar os desafios de forma mais positiva e sadia. Lembre-se que todos nós temos problemas, o que diferencia é a forma de lidar com os eles.
Meiry Kamia - é psicóloga, Mestre em Administração de Empresas, consultora e palestrante. Diretora da Human Value Consultoria, Meiry desenvolve palestras e treinamentos vivenciais utilizando técnicas lúdicas diferenciadas que contribuem para o auto-conhecimento e mudança de comportamento.

Fonte: http://www.portaleducacao.com.br/educacao/noticias/44715/quatro-dicas-para-diminuir-o-estresse-no-trabalho/?utm_source=twitter&utm_medium=noticias&utm_content=8020&utm_campaign=twitter

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

As e-drugs, novo fenômeno da internet, invadem a França

Um novo fenômeno da internet começou a ganhar força na França com o nome de "e-drugs", ou drogas digitais sonoras, com efeitos ainda desconhecidos.

As e-drugs se baseiam em um fenômeno neurológico que consiste na emissão de sons diferentes em cada ouvido e que estimula o cérebro, produzindo sensações de euforia, estados de transe ou de relaxamento.

As sessões possuem entre 15 e 30 minutos de sons que podem ser obtidos em sites especializados a preços que variam de sete a 150 euros e transmitem sensações fora do comum aos usuários.

A imagem do consumo desta "droga", por exemplo, um menino tombado na cama de seu quarto escutando música, está longe das provocadas por substâncias que fazem parte da lista de entorpecentes.

Estes produtos nasceram nos Estados Unidos, mas o sucesso e as novas tecnologias os espalharam rapidamente pelo resto do mundo, o que despertou o alerta de certos setores, apesar de alguns analistas acreditarem que não existe risco de dependência.

Fontes da missão interministerial para a luta contra as drogas e a toxicologia da França explicaram à Agência Efe que se trata de um fenômeno que não é "nem alarmante, nem emergente" e que, por enquanto, não tem motivo para ser proibido.

No entanto, as drogas digitais invadiram a França nos últimos dois meses e, por enquanto, seus efeitos são desconhecidos e não há estudos realizados sobre o assunto no país.

Especialistas em neuropsicologia observam que os sons relaxam, ajudam na concentração e são usados com fins terapêuticos para algumas doenças como o autismo.

Certas frequências podem estimular a imaginação ou a criatividade, o que poderia criar as alucinações que os consumidores afirmam ter durante ou após as sessões.

Existe um alerta sobre a possibilidade de que, com o tempo, as drogas digitais possam provocar disfunções cerebrais.

Os possíveis perigos das e-drugs não parecem preocupar os jovens, que compartilham suas experiências nas redes sociais, onde recomendam as melhores doses.

"Senti chamas em meus braços, que desciam gradualmente até os dedos dos pés, tinha a impressão de que meu braço pesava uma tonelada e um dos meus dedos estava curvado. Então comecei a me sentir muito estranho. Foi genial", relata Sugar Killer, além de dizer que viu uma tartaruga, um elefante verde e até Papai Noel nos pés de sua cama.

As drogas mais populares da rede têm nomes sugestivos como "Orgasm", "Peyote", "Marijuana" ou "Lucid Dream".

"Meu coração batia muito forte e eu tremia como um louco. Após a dose, me acalmei e parou. Respirei forte e achei que foi ótimo. Efeitos depois da dose: excitação e vontade de fazer muitas coisas. A vida é genial", diz uma usuária de apelido Larta.

As sessões são divididas por temas. Assim, é possível encontrar algumas prescritas para desenvolver a imaginação, aproveitar mais uma partida de videogame ou atividades esportivas, ou até mesmo para aumentar o prazer das relações sexuais.

"No início, nada de especial, como sempre, relaxamento muscular. Mas depois de dez minutos me senti muito bem. Tinha mais sensibilidade em minhas extremidades, e de repente tive uma ereção", comenta outro internauta.

"Comecei a escrever em inglês como um romance de verdade, as ideias fluíam pela minha cabeça. Não tive a necessidade de olhar o dicionário, as palavras vinham sozinhas. Não tinha acabado de escrever uma cena e já tinha a seguinte na cabeça", assegura Aiana.

Apesar das dúvidas sobre seu consumo, as "e-drugs" se proliferam rapidamente graças às redes sociais.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Estresse afeta desempenho dos jogadores.

Pesquisa do professor Alcir Sanches, da Faculdade de Educação Física, mostra que o estresse combina combina com derrota. O pesquisador investigou as reações de 472 jogadores de futebol do Distrito Federal, entre 15 e 50 anos, em 77 situações que podem causar medo, ansiedade ou motivação. A conclusão foi que esses sentimentos podem ser decisivos no rendimento esportivo.

Jogar machucado, em uma posição improvisada e com um grupo desunido foram algumas das situações apontadas como as principais causas de estresse entre os atletas. Foi o que aconteceu com a França. “A desunião do grupo francês se refletiu no campo. Esse é o melhor exemplo dessa Copa do Mundo. O estresse foi o fator predominante na má atuação desse time”, afirmou o professor.

Ser cobrado por jornalistas, fazer um gol contra, perder um pênalti, sofrer uma goleada, terminar o primeiro tempo da partida perdendo, ser cortado do jogo no vestiário e jogar em um campo em condições ruins também foram outros fatores considerados negativos para o desempenho pelos atletas. “Até meados dos anos 70, a preparação física e a tática poderiam explicar a performance. Depois disso, passaram a considerar a psicologia como outro fator que contribui para os resultados”, explica Sanches. “Questões psicológicas se tornaram tão importantes para as equipes, que todas têm um psicólogo na comissão técnica”, completa.

BRASIL – Kaká, meia-atacante brasileiro, também teve o estresse como inimigo na partida entre o Brasil e a Costa do Marfim, no dia 20 de junho. O atleta de comportamento exemplar foi expulso pela terceira vez em nove anos de carreira. "Tomara que o substituto já tenha sido convocado", avisa Alcir. É que a pesquisa mostra também que ser convocado de última hora é ruim para os jogadores. "A espera gera muita ansiedade entre os jogadores que aguardam uma chance”, comenta o professor.

Para o pesquisador, a equipe brasileira deverá receber uma atenção especial do psicólogo da seleção. “Sempre que o Brasil entra em campo, a torcida espera um espetáculo. Ganhar, para o torcedor brasileiro, não basta. Ele espera pedalada, gols de placa e vencer de goleada”, afirma Sanches. Ele alert que as pressões da torcida e até das outras equipes, da imprensa e o próprio favoritismo do Brasil geram um estresse descomunal nos jogadores e em toda a comissão. “Nós temos a cultura de não aceitar uma medalha de prata. Como se ficar em segundo lugar não fosse um mérito. Temos sempre que estar no topo. É uma pressão muito grande e exige preparação dos jogadores para estarem entregues na partida”, explica a professora Rossana Benck, da Faculdade de Educação Física.

A torcida e a imprensa, além de exigirem o futebol bonito, criticam a escalação feita por Dunga. Sanches argumenta que o técnico pesou o lado psicológico na hora de convocar. Um exemplo disso foi ter deixado o Adriano, jogador do Flamengo, fora da Copa do Mundo. “Dunga não o chamou porque ele está desequilibrado emocionalmente. O Adriano leva os problemas pessoais para dentro do campo e acaba não rendendo. É claro que também falta preparo físico”, afirma Sanches. “Um sujeito que sempre foi craque não deixa de ser bom do dia prá noite. Questões psicológicas explicam a mudança de comportamento”, completa.

Rossana Benck lembra que cada atleta interpreta o estresse de uma maneira diferente. “Conheço pessoas que se sentem motivadas em situações consideradas estressantes. É como uma injeção de ânimo.”

VUVUZELA – A polêmica “arma” de fazer barulho, que invadiu os estádios na África do Sul, pode interferir no desempenho dos jogadores. A poluição sonora atrapalha até quem assiste aos jogos pela televisão e pode estressar quem está em campo. Para piorar, pode desconcentrar a equipe. Sanches argumenta que se o jogador tiver foco, nada do que estiver acontecendo fora dos gramados poderá afetá-lo. “Eu fui goleiro por muitos anos, quando passei a prestar atenção em quem gritava atrás do gol, a bola passou a entrar. Enquanto tive foco e estava concentrado na partida fiz bem o meu trabalho”, conta o pesquisador.

Texto: Cecília Lopes
Fonte: Secretaria de Comunicação da UnB

Publicado em: 25/06/2010