terça-feira, 26 de outubro de 2010

Mudanças no mobiliário escolar da rede pública virão em 2011

 

Terça-feira, 26 de outubro de 2010 - 17:54

São Paulo – Em audiência pública realizada pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) nesta terça-feira, 26, em São Paulo, representantes da autarquia e da indústria de móveis debateram melhorias na produção de mesas e cadeiras ergonômicas para alunos e professores da rede pública de ensino.
Entre as mudanças propostas, destacam-se a eliminação de vãos nos assentos e novas medidas para o encosto das cadeiras. Também foram sugeridos a troca do sistema de fixação do tampo das mesas, que passará a ser preso com buchas, e o redesenho da curvatura do anteparo do porta-livro. As alterações valerão a partir de 2011, quando será homologado o novo pregão eletrônico de registro de preços para aquisição do mobiliário escolar por estados e municípios.
“O processo de padronização do mobiliário escolar no Brasil é irreversível, o que só aumenta nossa responsabilidade em propor melhorias contínuas”, diz José Carlos Freitas, diretor de administração e tecnologia do FNDE. “A compra centralizada por meio da ata de registro de preços cria um parâmetro de eficiência para o mercado.”
Ergonomia – As especificações do mobiliário escolar decorrem de acordo entre a autarquia e a Fundação de Desenvolvimento da Educação (FDE), de São Paulo, que cedeu o projeto de móveis escolares baseado na regulamentação da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). O mobiliário é composto pelo conjunto do aluno (carteira e cadeira), conjunto do professor (mesa e cadeira) e por mesa acessível para estudantes cadeirantes, todos concebidos ergonomicamente, para atender a educação básica. A carteira e a cadeira do aluno encontram-se disponíveis em três tamanhos, conforme a estatura do estudante.
Assessoria de Comunicação Social do FNDE

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Saiba como calcular o índice de massa corporal (IMC)

Saiba como calcular o índice de massa corporal (IMC)

Do Bom Dia Rio

O índice de adultos obesos no país já chega a 13,9%, com um avanço nos últimos quatro anos, segundo dados do Ministério da Saúde. Um dos levantamento mais recentes também aponta que, de 2006 a 2009, a proporção de pessoas com excesso de peso subiu de 42,7% para 46,6%. O percentual de obesos cresceu de 11,4% para 13,9% no mesmo período.

Os dados fazem parte da pesquisa de vigilância de fatores de risco e proteção para doenças crônicas do Ministério da Saúde, que entrevistou 54 mil adultos em todo o país. Para especialistas, fatores genéticos, sedentarismo e padrões alimentares inadequados estão entre as principais razões para o aumento dessa estatística.

Ainda segundo o levantamento, o problema entre os homens é mais comum a partir dos 35 anos, mas chega a 59,6% na faixa de 55 a 64 anos. Já na população feminina, o índice mais que dobra na faixa etária dos 45 aos 54 anos (52,9%) em relação a à faixa entre 18 e 24 anos (24,9%).

A maioria dos médicos orienta a prática de exercícios e alimentação saudável. No entanto, para quem vive o drama da obesidade ou sobrepeso, seguir as orientações não é tão simples assim. Alguns especialistas acreditam que o maior adversário para emagrecer é o fator psicológico.

Para a psicóloga Maria Thereza Villar, o fator emocional prejudica a forma com que a pessoa obesa enxerga a dieta e a comida. Ela afirma que 80% dos obesos são gordos porque comem sem necessidade e não por fome. Para eles, a ingestão de comida funciona como mecanismo para suprir carências, uma questão emocional.

Índice de massa corporal
O IMC ou Índice de Massa Corporal é um método simples de se medir a gordura corporal. A medida foi desenvolvida na Bélgica pelo estatístico Lambert Adolphe Jacques. É calculado dividindo o peso do indivíduo em quilos pelo quadrado de sua altura em metros.

IMC = kg / m2
Equação: IMC = kg / m2

Onde kg é o peso do indivíduo e m a sua altura em metros.

Exemplo: a pessoa que pesa 100 quilos e mede 1,60 m de altura tem que dividir 100 por 1,6 X 1,6 = o resultado é 39.

A tabela diz que 39 é obesidade em segundo grau.

Tabela:
Peso normal: abaixo de 18,5-24.9
Sobre peso: entre 25 e 29,9
Obesidade grau I: entre 30 e 34
Obesidade grau II: entre 35 e 39,9
Obesidade grau III: maior ou igual a 40
Em análises clínicas, médicos levam em consideração raça, etnicidade, massa muscular, idade, sexo e outros fatores que podem influenciar a interpretação do índice.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Bullying pode começar em casa, diz cartilha do CNJ

Exemplo dos pais é fundamental para atitude dos filhos, segundo texto.
Escola é apontada como corresponsável nos casos de violência.

Do G1, em São Paulo

 

cartilhaCapa da cartilha do CNJ (Foto: Divulgação)

Cartilha do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) com dicas para o combate ao bullying nas escolas, lançada nesta quarta-feira (20) em Brasília, afirma que, muitas vezes, o fenômeno começa em casa. A escola é apontada como corresponsável nos casos de violência.

Baixe a cartilha

Segundo o texto, de autoria da psiquiatra, Ana Beatriz Barbosa Silva, o exemplo dos pais é fundamental para a atitude que os filhos terão em relação aos colegas. "Os pais, muitas vezes, não questionam suas próprias condutas e valores, eximindo-se da responsabilidade de educadores", diz o texto.

A cartilha traz em forma de perguntas e respostas várias orientações sobre como identificar o fenômeno, quais são suas consequências e como evitar.

De acordo com o texto, o bullying é cometido pelos meninos com a utilização da força física e pelas menina com intrigas, fofocas e isolamento das colegas. As formas podem ser verbais, física e material, psicológica e moral, sexual, e virtual, conhecida como ciberbullying. Segundo a cartilha, características de comportamento podem mostrar que uma criança é vítima de bullying.

Na escola, elas ficam isoladas ou perto de adultos, são retraídas nas aulas, mostram-se tristes, deprimidas e aflitas. Em casos mais graves, podem apresentar hematomas, arranhões, cortes, roupas danificadas ou rasgadas.

Em casa, a criança se queixa de dores de cabeça, enjôo, dor de estômago, tonturas, vômitos, perda de apetite e insônia, de acordo com a cartilha. Outros indicadores são mudanças de humor repentinas, tentativas de faltar às aulas.

Segundo o texto, a escola é corresponsável nos casos de bullying. A cartilha orienta a direção das escolas a acionar os pais, conselhos tutelares, órgãos de proteção à criança e ao adolescente. “Caso não o faça poderá ser responsabilizada por omissão”, diz a cartilha.

O texto afirma ainda que, em casos de atos infracionais, a escola tem o dever de fazer uma ocorrência policial. “Tais procedimentos evitam a impunidade e inibem o crescimento da violência e da criminalidade infantojuvenil”, diz o texto.

No Brasil, de acordo com a cartilha, predomina o uso de violência com armas brancas. Em escolas particulares, vítimas são segregadas, principalmente, devido a hábitos ou sotaques.

A cartilha orienta os pais a observar o comportamento dos filhos e a manter diálogo franco com eles. “Os pais não devem hesitar em buscar ajuda de profissionais da área de saúde mental, para que seus filhos possam superar traumas e transtornos psíquicos”, diz o texto.

Além disso, os pais devem estimular os filhos a desenvolver talentos e habilidades inatos, para resgatar a autoestima e construir sua identidade social.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Rioeduca.net - homenagem aos professores



Homenagem do RioEduca aos professores da Rede Pública do Rio de Janeiro pelo Dia do Mestre.Me senti muito honrada de estar entre os professores homenageados.Obrigada ao RioEduca!

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

M-learning... mais uma sigla?

 

Por Celso Roberti

Não, m-learning não é um ensino muito ruim ;-) ... é uma sigla para Mobile Learning. Tentando simplificar, é um conceito para a aprendizagem com uso de dispositivos móveis e uso de redes sem fio (wi-fi ou telefonia celular).

Sem dúvida, podemos pensar que um notebook é um dispositivo que se encaixa nessas características e, sendo este similar a um computador, não estaríamos falando em nada diferente do que o e-learning propriamente dito, ou ensino mediado por computador.

Mas o m-learning remete para o uso de dispositivos menores, de mais fácil manipulação, transporte e, principalmente, menor custo. Falamos aqui de celulares (smartphones), tablets (palavra estranha, mas essa é a designação do já famoso iPad) chegando até os netbooks.

Acredita-se hoje que a inclusão digital para países do porte do nosso acontecerá com o uso das redes de telefonia celular ou redes sem fio do tipo wi-fi. Os custos são menores do que a construção de uma malha física e o crescimento dessa base é rápido demais (terminamos agosto com cerca de 15 milhões de celulares acessando a Internet via tecnologia 3G e quase 190 milhões de celulares habilitados). E por que dedicar tempo a algo tão novo se mal conseguimos ter computadores nas escolas, principalmente públicas? Exatamente por isso!

Já existem faculdades nos Estados Unidos que brindam seus estudantes com um tablet com todo o conteúdo do ano, fazendo assim uma grande economia na distribuição de materiais. Faculdades no Brasil já planejam financiar netbooks aos seus alunos. Hoje um tablet simples chega à casa dos US$ 140,00 nos Estados Unidos, ou seja, um produto desse subsidiado, a que custo poderia chegar aos nossos alunos? Um pólo de uma faculdade poderia ter uma rede wi-fi para seus alunos e assim nem dependeria dos altos custos da telefonia celular. E mesmo essa pode ser trabalhada pelo governo para o acesso mais barato.

O uso do m-learning leva ao estudante o verdadeiro conceito de que a educação pode ocorrer em qualquer local, a qualquer hora. Acesso a conteúdo, testes, vídeos, além da possibilidade de troca de informações instantâneas, enriquece o processo de ensino-aprendizagem. Uso de pequenos espaços de tempo para reforço de aprendizagem pode ser de grande eficácia. Um modelo que permite uma maior interação do professor com o aluno, vital quando a presença física não acontece.

Foz do Iguaçu (PR), Parintins (AM), Ouro Preto (MG) são cidades que têm acesso a banda larga sem fio com o uso de uma tecnologia chamada WiMax. Cruzeiro do Sul (AC), Beberibe (CE), Sorriso (MT) são cidades onde a telefonia 3G já chegou e que também permite acesso a Internet via banda larga. São cidades onde um aluno poderia receber em casa um tablet com seu material e o utilizar por todo o ciclo de seu curso. Assim como estas, já são diversas espalhadas pelo nosso país.

E para pagar por isso? Há cinco anos estimava-se o gasto de R$ 11 mil por ano com um aluno do curso superior em uma instituição pública federal. Passando este a ser um aluno a distância, com certeza o custo de infraestrutura (uso de salas, laboratórios, biblioteca) diminui. Não conseguiríamos inserir um dispositivo móvel para que ele acompanhe seu curso? Tenho certeza que sim ;-) !

Celso Roberti

Celso trabalha com EAD (educação a distância) há dez anos. Matemático de formação e inquieto por natureza, já passou por empresas de tecnologia e educação.

Site: www.logiko.com.br

Homenagem aos companheiros!!

p3

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Histórias que podem mudar histórias de vida

Escola

Iniciativa  muito importante do Itaú Criança, busca levar  e desenvolver o gosto pela leitura para crianças de até 6 anos.Projeto fundamentado no ECA,tem o objetivo de envolver pais, mães, educadores, poder público e toda a sociedade na defesa e garantia do direito a leitura.

A partir de 11 de outubro o projeto vai distribuir 8 milhões de livros. São Kits formados de 4 livros, que você pode solicitar pelo site, assumindo o compromisso de, após a leitura, repassar estes livros para outras pessoas fazerem o mesmo.Os livros serão entregues em sua casa , em qualquer lugar do Brasil.

Acessem o site www.lerfazcrescer.com.br peça o seu KIT e entre nessa corrente a favor do desenvolvimento da leitura!

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Tecnologia e Educação: Formação de Professores e o Uso Ético das Ferramentas Digitais

Eliel da Silva Freitas

Imagem em preto e branco de notebook tendo tendo dentro de si uma imagem figurando dois homens dando as mãos sendo que um deles está com gravata e maleta

Atualmente é impossível falarmos de processos educativos sem citarmos a tecnologia como um dos caminhos essenciais a serviço da educação e como aliada neste processo de construção do conhecimento, pois esta já conquistou de forma positiva seu importante espaço nos ambientes escolares.

É cada vez mais comum vermos em escolas, desde a Educação Infantil até a Superior, laboratórios de Informática para que os alunos desenvolvam e aprimorem seus conhecimentos através de atividades e pesquisas, conteúdos muitas vezes já trabalhados em sala de aula, porém de uma forma mais dinâmica, interativa e lúdica, buscando um aperfeiçoamento contínuo.

Segundo Seymour Papert, na educação o construcionismo é a abordagem do construtivismo que permite ao educando construir o seu próprio conhecimento por intermédio de alguma ferramenta, como o computador, por exemplo. Para Papert, o uso do computador é defendido como auxiliar no processo de construção de conhecimentos, uma poderosa ferramenta educacional, adaptando os princípios do construtivismo cognitivo de Jean Piaget a fim de melhor aproveitar-se o uso de tecnologias (PAPERT, Seymour - 1994).

O compromisso organizacional com programas de capacitação e desenvolvimento profissional é um fator que colabora com o engajamento que se espera dos professores. É o que devemos esperar de uma organização comprometida com o sistema de ensino e empenhada em garantir uma educação cidadã aos seus alunos, e uma qualificação afinada com as tendências atuais de seu corpo docente.

Inovar requer do professor uma reflexão contínua sobre suas práticas pedagógicas, ampliação de seus conhecimentos, aprimoramento de suas habilidades, bem como disponibilidade às mudanças para oferecer uma educação de qualidade. Requer aperfeiçoamento, estudos e averiguação que possibilitem ordenar ou reordenar determinado conhecimento (ou um conjunto destes) que subsidiem a compreensão da realidade, norteando suas ações prático-pedagógicas.

Por princípio, é necessário que o professor aprenda a utilizar a tecnologia para fins pessoais.  Antes de aplicá-la em sua prática pedagógica, utilizá-la em trabalho autônomo que realiza em seu lar ou em outros ambientes fora do escolar.

Conhecimentos que podem ser adquiridos em cursos, oficinas, palestras, contribuem para que o professor não fique de fora desse contexto, deste mundo tecnológico que seus alunos dominam, pois, utilizar-se dessas ferramentas digitais é uma forma de se aproximar do aluno, adentrar em seu mundo, utilizar a sua linguagem, aproveitando o que elas podem oferecer de melhor para desenvolver habilidades e competências necessárias para esta formação ética.

O Professor engajado na prática docente, com uma atitude de reflexão sobre esta, não apenas em sua preparação, mas durante o seu desenrolar e depois dele, procurando extrair elementos que ajudem a melhorá-la. (LÜDKE, 2001a, p. 11).

Quanto mais contato prático o professor tiver com a tecnologia, maior a possibilidade de se aperfeiçoar na sua utilização, mesclando de forma criativa com os materiais didáticos tradicionais. A partir desses novos conhecimentos adquiridos, começar o desenvolvimento de novas competências docentes que envolvam o uso das tecnologias digitais. Vale lembrar que essas tecnologias não vão substituir o papel do professor, pelo contrário, a presença do educador nos processos de construção do conhecimento se torna ainda mais essencial e necessária.

Mesmo que os alunos tenham uma autonomia quanto ao uso das tecnologias atuais, é necessário oferecer suporte para que enfrentem essa demanda tecnológica com eficácia e pensamento crítico. Educação vai além do domínio da técnica, é necessário direcionar os alunos quais ferramentas digitais são as mais adequadas para alcançar seus objetivos de aprendizagem não compactuando com os “lixos eletrônicos”. Precisam entender o lado ético da utilização da tecnologia, de aprendizagem dirigida, porque sem elas não estarão aptos para discernir entre o certo e o errado.

Finalizando, a tecnologia deve estar a serviço da sociedade, tendo como objetivo principal o apoio aos processos profissionais, educacionais e sociais, não como intruso que chegou para substituir o homem. Trancar-se para a tecnologia não nos livrará do seu uso e nem dos seus excessos, pois o mundo gira em torno delas e nossos alunos as utilizarão cada vez mais em suas atuações profissionais. Para que este uso seja consciente, ético e não dominante, nós, enquanto educadores e orientadores, precisamos direcionar os educandos para que aproveitem o que essas ferramentas têm de melhor, ensinando hoje para não errarem amanhã.

Emprestamos do pretérito, mas inventamos a partir dele.
Quem apenas recolhe o já feito, assume atitude conservadora e retorna ao passado.
Quem recebe a massa da cultura e a transforma, segue para o futuro.
Quem interrompe o movimento da técnica, morre.
Roberto Romano

Referências Bibliográficas
LÜDKE, Menga (Org.). O professor e a pesquisa.  2. ed. Campinas: Papirus, 2001a
PAPERT, Seymour M. A Máquina das Crianças: Repensando a escola na era da informática (edição revisada). Nova tradução, prefácio e notas de Paulo Gileno Cysneiros. Porto Alegre, RS: Editora Artmed, 2007 (1a edição brasileira 1994; edição original EUA 1993).

Eliel da Silva Freitas é mediador de formação do Planeta Educação no município de Cubatão.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

A EDUCAÇÃO BÁSICA PRECISA DE UM CURRÍCULO MÍNIMO?

Especialistas discutem a necessidade da definição de uma proposta curricular unificada para todo o território nacional

Pedro Bottino Teixeira
Da Redação do Todos Pela Educação

A Educação Básica precisa de um currículo mínimo?

 

Desde a promulgação da atual Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), em 1996, cada uma das escolas brasileiras tem autonomia para definir o que, quando e como os alunos devem aprender. Embora pretenda assegurar uma formação básica comum a todos, as Diretrizes Curriculares Nacionais, atualmente em vigência, se opõem à ideia de um currículo nacional unificado, e apresentam determinações gerais a serem complementadas pelos sistemas e instituições de ensino.

Concebida para flexibilizar a definição do programa curricular, a LDB tem sido alvo de emendas parlamentares que determinam a obrigatoriedade de novos conteúdos e disciplinas. Segundo levantamento do Observatório da Educação divulgado há duas semanas, existem hoje mais de 250 propostas nesse sentido em tramitação no Congresso Nacional.

“A lei pressupunha que cada uma das escolas, norteadas pelas diretrizes estaduais, elaborassem um projeto pedagógico e definissem a própria estrutura curricular”, explica Carlos Roberto Jamil Cury, professor emérito da UFMG e ex-presidente da Câmara de Educação Básica do Conselho Nacional de Educação.

Redigida com base nos princípios da Constituição Federal de 1988, a nova LDB criou o conceito de projeto pedagógico e substituiu a ideia de currículo mínimo pelas diretrizes curriculares. A legislação anterior, elaborada durante o regime militar com o objetivo de centralizar o ensino no País, estipulava uma proposta curricular única, sem autonomia para unidades da federação ou mesmo para as escolas.

Para Cury, as diretrizes partiam de um “princípio interessante”, mas mostraram-se ineficientes na prática: “Não posso deixar de ver certo idealismo”. Na avaliação de Jamil Cury, “a proposta presumia que os professores já estivessem tão bem preparados que seriam capazes de dispensar o currículo mínimo e definir os conteúdos indispensáveis para a formação de qualquer brasileiro”.

Cury, que rejeita a concepção de “currículo mínimo à moda antiga”, argumenta que é importante dar autonomia ao corpo decente e aos conselhos estaduais, mas diz que “as diretrizes foram concebidas de forma muito ampla e abandonaram elementos importantes de coesão e homogeneidade”.

Currículo unificado x autonomia dos sistemas de ensino
Integrante do Conselho de Governança do Todos Pela Educação e do Conselho Nacional de Educação, César Callegari é contra um currículo unificado e padronizado para todo o País: “O Brasil é muito grande e tem muitas possibilidades de desenvolvimento educacional”. Em sua opinião, “é preciso garantir o respeito a diferentes estratégias educativas, além de considerar as peculiaridades de cada estado e região”.

Entretanto, ele considera importante “estabelecer ‘expectativas de aprendizagem’ para as diferentes etapas da Educação Básica”. Já existentes em orientações curriculares de algumas redes de ensino, essas expectativas determinam o mínimo esperado que cada aluno aprenda ao final de cada ciclo ou ano letivo, mas não têm força de lei como as DCNs.

Em função das deficiências do sistema educacional brasileiro, principalmente em relação à formação de professores, explica Callegari, “essas expectativas devem funcionar como direito dos estudantes, para que se garanta, por exemplo, que todas as crianças estejam alfabetizadas aos oito anos de idade”.

Definição do que ensinar
Na opinião de José Francisco Soares, professor da UFMG, o Brasil está atrasado em relação à estrutura curricular. “Se queremos que todo aluno seja capaz de compreender os conteúdos básicos, as escolas devem ter uma definição mais clara do que ensinar”, afirma. “É claro que, no que é marginal, as instituições podem ter propostas diferentes”, pondera. “Não se pode adotar um livro texto único. O método, a forma de ensinar, tem que variar. Mas todas devem oferecer o básico: matemática, ciências, leitura etc.”

Para Soares, o modelo atual “confunde a definição do método de ensino com a determinação dos conteúdos básicos” que, na sua avaliação, devem ser os mesmos em todo o território nacional. Segundo ele, o artigo 210 da Constituição Federal já prevê que os sistemas e instituições tenham uma proposta curricular comum: "Serão fixados conteúdos mínimos para o Ensino Fundamental, de maneira a assegurar formação básica comum e respeito aos valores culturais e artísticos, nacionais e regionais".

“É preciso ter os dois lados”, afirma Jamil Cury. “Sou favorável que haja um princípio que unifique a Educação do País de ponta a ponta, mas não que o currículo mínimo preencha toda a estrutura curricular.”

Criar disciplinas não é função de deputado
Sobre os projetos de lei que prevêem alteração da LDB para a inclusão de novos conteúdos obrigatórios na grade curricular, existe consenso de que esta não deveria ser atribuição do Legislativo. De 2007 até hoje, seis novas disciplinas foram incluídas na grade curricular da Educação Básica. Além de português, matemática, história, geografia e ciências, os alunos agora devem ter aulas de filosofia, sociologia, artes, música, cultura afro-brasileira e indígena e direitos das crianças e adolescentes. 

“Acho que isso é um erro, um desserviço”, critica Soares, que entende que esses conteúdos poderiam ser abordados dentro das disciplinas já existentes, de acordo com a definição de cada instituição de ensino.

"A criação de disciplinas pelos deputados provoca um tumulto na organização dos trabalhos educacionais. Esse assunto tem de ser tratado no âmbito de cada um dos sistemas de ensino”, diz Cesar Callegari, que defende que “currículo não pode ser definido por lei”. “Acho que os parlamentares envolvidos com a melhoria da qualidade da Educação têm outras formas de contribuir, como com a aprovação de emendas que elevem a quantidade de recursos destinados à Educação”, sugere.

De acordo com o Observatório da Educação, o número de propostas que criam novas disciplinais ou propõem alterações no currículo escolar em tramitação no Congresso Nacional corresponde a um quarto de todos os projetos de Educação. Entre eles estão o ensino de esperanto, Educação no trânsito e direito do consumidor.

Foto: João Bittar / MEC

Transição da web 1.0 para a web 2.0

Através deste vídeo do youtube você poderá perceber, apenas por imagens todas as mudanças na transição da web 1.0 para a web 2.0. Vale apena conferir e salvar. As imagens falam por si! Aproveitem!

http://www.youtube.com/watch?v=Bc0oDIEbYFc&feature=player_embedded

sábado, 25 de setembro de 2010

Lei torna obrigatória a notificação de casos de bullying no Rio

Rafael D'Angelo

RIO - Os casos de bullying e de violência contra crianças e adolescentes em escolas públicas e particulares do Rio terão que ser notificados à polícia. A lei instituindo a medida foi sancionada pelo governador Sérgio Cabral nesta quinta-feira e prevê multa de três a 20 salários mínimos (até R$ 10.200) para instituições de ensino que descumprirem a norma. A medida já é obrigatória em hospitais e estabelecimentos de saúde.

Pelas novas regras, professores e funcionários de escolas terão que denunciar os casos a delegacias e conselhos tutelares, o que, muitas vezes, acaba não acontecendo, de acordo com o autor do projeto de lei, deputado estadual Andrê Corrêa (PPS). A obrigatoriedade da notificação permite que os casos também sejam investigados.

"Os estabelecimentos educacionais, onde a criança e o adolescente frequentam diariamente, dotados de equipes multiprofissionais, estão capacitados a detectar estes casos", justifica Corrêa, no projeto de lei.

No fim do ano passado, uma pesquisa do IBGE revelou que cerca de um terço (30,8%) dos estudantes em todo o país informou já ter sofrido bullying. De acordo com a pesquisa, a maior proporção ocorreu em escolas privadas (35,9%). Já nas públicas, os casos atingiram 29,5% dos estudantes. A maioria das vítimas era do sexo masculino.

Publicada  no Extra Online em 23/09/2010 às 16:02

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

A CAPACIDADE DO BRASIL: O PAPEL DA EDUCAÇÃO

 

setembro 21, 2010

 

Realizado nesta segunda-feira (20/09) no Espaço Reserva Cultural, o debate “A Capacidade do Brasil – O Papel da Educação”, promovido pela BBC Brasil em conjunto com a Rádio CBN, contou com a participação de Mozart Neves Ramos, Conselheiro do Todos Pela Educação.

Entre os assuntos discutidos no evento a possibilidade do novo governo abandonar o sistema de avaliações nacionais, que inclui o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) e o Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica), por exemplo, chamou atenção.

Outro ponto alto do evento foi a constatação do conselheiro do Todos Pela Educação, que falou sobre as pesquisas de opinião pública realizadas em 2006 e 2009. No primeiro levantamento a Educação encontrava-se em sexto lugar na lista de prioridades dos brasileiros. “Hoje ela aparece em primeiro ou segundo lugar”, afirma.

Este debate foi o segundo da série “O Futuro do Brasil”. O próximo acontece no dia 27 e terá como tema “O Brasil no Mundo – Política Externa e a Defesa do Meio Ambiente”.

Veja a matéria na íntegra no site da BBC Brasil.

http://bbc.in/cBrpY4

Lei no RJ obriga escolas e locais de provas a terem assentos para obesos

 

Da Redação*

Em São Paulo

A partir desta quarta-feira (22), escolas e locais de realização de concursos públicos do Rio de Janeiro deverão ter assentos adaptados para obesos. A nova lei foi publicada no Diário Oficial do Estado nesta quarta-feira (22).

De acordo com o autor da norma, o deputado Fernando Gusmão (PCdoB), a iniciativa foi motivada pelo constrangimento e desconforto a que são submetidos os estudantes ou candidatos ao serviço público que sofrem de obesidade.

Para Gusmão, os assentos poderão melhorar o desempenho das pessoas: "Além de prevenir possíveis desconfortos causados pela inadequação, a disponibilização de lugares mais confortáveis pode auxiliar na concentração dessas pessoas".

As novas cadeiras deverão ser adquiridas de acordo com normas técnicas do Ipem-RJ (Instituto de Pesos e Medidas do Estado do Rio de Janeiro). O descumprimento da norma acarretará multa em Ufir (Unidade Fiscal de Referência) de 22.132,75, valor equivalente a R$ 44.670,52.

*Com informações da Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro).

UOL Celular

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Edgar Morin pede "regeneração permanente" do ser humano

Filósofo francês participa de conferência para educadores em Fortaleza e diz que esperança passa por reforma do pensamento

O filósofo francês Edgar Morin expressou hoje sua visão crítica do mundo ao inaugurar uma conferência da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco), em Fortaleza, no Ceará. Aos 89 anos, pediu pediu à humanidade que inicie um processo de "regeneração permanente", pois, segundo ele, "o que não se regenera, se degenera e morre".

O autor de "O Método", entre outras obras de sociologia, política, epistemologia e antropologia, afirmou que, apesar das ameaças permanentes de guerras e "da iminência de uma catástrofe climática", há "caminhos de esperança" que passam por uma "reforma total do pensamento", dos modelos políticos e econômicos e dos atuais padrões de consumo, para "pôr fim à lógica da dominação". As declarações foram dadas na inauguração de um seminário sobre os sete saberes necessários à educação do futuro, formulado há uma década a pedido da Unesco.  O encontro, que terminará na próxima sexta-feira, reuniu hoje em Fortaleza 1,5 mil educadores da Argentina, Bolívia, Colômbia, Espanha, França, México e Peru, entre outros países.
Em seu discurso, Morin analisou o processo de globalização, do qual comentou que engloba "o pior e o melhor" do ser humano. "É um processo de destruição do mundo, mas também é a grande oportunidade para criar definitivamente uma só pátria terrestre e ambivalente", embora isso obrigue "uma reforma do pensamento que vincule todas as disciplinas do saber", até agora separadas em diversas áreas, destacou. Morin considerou que a educação deve ser "multidisciplinar", de modo a "unificar todas as áreas do saber e do conhecimento", pois muitas "estão reservadas para uma pequena elite".

Para o filósofo, "o saber disciplinado torna impossível de se ver os problemas fundamentais do ser humano" e origina "certezas" muitas vezes equivocadas, entre as quais citou a corrente do neoliberalismo que, segundo ele, não deixou de ser uma "mera ilusão" construída pelos grandes interesses políticos e econômicos globais. Morin também criticou os atuais modelos de desenvolvimento que, segundo ele, "foram concebidos como uma fórmula standard de destruição cultural" e geram "riqueza sobre a construção constante de uma pobreza maior", afirmou.
Sobre esses modelos, ressaltou que estão "contaminados pelo veneno da incompreensão, pelos individualismos e pelos egocentrismos" que alimentam a "insaciável vontade de ganhar" do capitalismo. "Um dos saberes mais importantes é o da compreensão, que precisa de análise e empatia, e não o da explicação, que sempre é subjetiva e moldável", destacou Morin.
O intelectual acrescentou que "no mundo não há compreensão para os estrangeiros, para os outros povos ou outras culturas, assim como não há compreensão nas famílias e nos círculos de trabalho, que se baseiam na lógica da dominação". Para Morin, "quando um sistema não tem mais poder para resolver seus problemas fundamentais, se destrói e entra em metamorfose".
Além disso, sugeriu que a humanidade e o planeta poderiam estar perto do fim. No entanto, em sua visão da atual "era planetária", deixou espaço para o otimismo e se manifestou convencido de que o mundo "está em tempo de começar uma história diferente". Para isso, propôs resgatar "o papel e o valor ético e social do conhecimento", dotar "a ciência de mais consciência" e "educar para a paz", que é diferente de "ensinar que isso é melhor que a guerra, mas educar para lidar com a incerteza que a cada dia o indivíduo e as sociedades enfrentam".

    Internet obriga a pensar de forma ligeira e utilitária, diz Nicholas Carr

    Nicholas Carr cutucou a onça da internet com um argumento longo e bem-desenvolvido no livro "The Shallows What the Internet is Doing to Our Brains" (que poderia ser traduzido como "No Raso O que a Internet Está Fazendo como Nossos Cérebros" e será lançado no Brasil pela Agir). Em poucas palavras, a facilidade para achar coisas novas na rede e se distrair com elas estaria nos tornando estúpidos.

    Era o que estava implícito no título de um artigo de Carr em 2008 (ele prefere o qualificativo de "superficiais") que deu origem a uma controvérsia acesa. E, também, ao livro, que já vendeu mais de 40 mil cópias nos Estados Unidos e está sendo traduzido em 15 línguas.

    Divulgação

    Nicholas Carr recusa a pecha de alarmista, mas recomenda restrição do acesso de alunos à internet nas escolas

    Nicholas Carr recusa pecha de alarmista, mas recomenda restrição do acesso de alunos à internet nas escolas

    Carr recusa a pecha de alarmista, mas sua preocupação com os efeitos não pretendidos das "tecnologias de tela" é tanta que ele recomenda a restrição do acesso de alunos à internet nas escolas. Não descarta que a rede possa evoluir para a veiculação de ideias menos superficiais, mas tampouco vê indícios de que irá nessa direção.
    "A internet, sendo um sistema multimídia baseado em mensagens e interrupções, tem uma ética intelectual que valoriza certos tipos de pensamento utilitários", lamenta o jornalista. Ele já foi assinante de Facebook e Twitter, mas abandonou esses serviços para manter a concentração e a capacidade de refletir em profundidade.

    CARREGADORAS DE SONHOS

    CARREGADORAS DE SONHOS é um filme de longa-metragem, idealizado e custeado pelo Sindicato dos Professores de Sergipe e dirigido pelo cineasta e assessor do Sinpro/BA Deivison Fiuza (o mesmo de CASA DE ANJO).

    O filme aborda o tema da educação pública no Brasil, colocando o professor no centro do palco, e dá voz a quem pouco ou nenhum espaço possui nos meios de comunicação. Desenvolve uma crítica pesada, mas, ao mesmo tempo, envolve o espectador com leveza e emoção. É um documentário que usa a arte para se aproximar de uma realidade que não é a única, mas que, com certeza, existe e nos envergonha. 

    Será exibido no dia 23 de setembro, no Auditório Paulo Freire (CCH-UNIRIO - Av. Pasteur, 458, Urca).

    Para ver o trailer, acesse http://www.sintese-se.com.br/carregadorasdesonhos/?p=68

    Número de superdotados no país pode ser maior que o apresentado pelo Censo Escolar, diz pesquisadora

    Daiane Souza
    Da Agência UnB
    Em Brasília
    Identificar uma criança superdotada não é fácil. A professora Denise de Souza Fleith, do Instituto de Psicologia da Universidade de Brasília, afirma que o número de crianças e adolescentes superdotados no país pode ser maior que o apresentado no Censo Escolar, produzido pelo Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira).
    O Censo aponta que 2.769 estudantes são portadores de altas habilidades/superdotação, ou seja, 0,004% dos 55,9 milhões de alunos dos ensino básico no Brasil. “Apesar de muitas dessas crianças terem sido identificadas, há ainda um quadro maior de meninos e meninas que não foram devidamente avaliados e que por isso não aparecem nos dados”, explica.
    A psicóloga diz que essa informação pode estar relacionada à má avaliação por parte dos profissionais que acompanham essas crianças. Segundo ela, o diagnóstico de superdotação deixou de ser resultado apenas da avaliação de Quociente de Inteligência, o famoso QI, no final do século XX, e outras características passaram a ser observadas para a identificação dessas crianças (vide quadro abaixo).
    Identificação e avaliação do aluno superdotado
    Desenvolvimento intelectual
    Desenvolvimento social e emocional
    Intelectualidade;
    Supersensibilidade;
    Criatividade;
    Brincadeiras individuais;
    Motivação e comprometimento com as tarefas;
    Preferência por amigos mais velhos, próximos a ele mentalmente;
    Habilidades superiores de pensamento;
    Interesse por problemas filosóficos, morais, políticos e sociais;
    Fluência e flexibilidade de ideias diante de problemas;
    Persistência;
    Facilidade para entender princípios gerais;
    Independência e autonomia;
    Generalizações;
    Liderança;
    Vocabulário avançado para a idade;
    Alto nível de energia;
    Leitura precoce;
    Senso de humor;
    Boa memória;
    Perfeccionismo;
    Boa concentração;
    Iniciativa.
    Curiosidade.
    Essas características nem sempre são observadas pelos profissionais no momento da avaliação, o que pode ser a causa dos problemas com os diagnósticos. O objetivo da avaliação psicológica não se limita a identificar se o aluno apresenta ou não comportamentos de superdotação, mas de levantar interesses, pontos fortes e necessidades desse aluno de forma a sugerir caminhos que possibilitem um crescimento saudável.
    Diagnóstico
    Olzeni Ribeiro, chefe do Núcleo de Programas Especiais da Secretaria de Educação do DF, aponta que os pais muitas vezes não imaginam que seus filhos são superdotados. Acham que eles estão com dificuldades de relacionamento na escola. ”Normalmente, os professores são os primeiros a suspeitar. Os pais, quando sabem do diagnóstico, ficam lisonjeados e não percebem que se trata de um desafio”.
    O Núcleo atende aos 1.207 estudantes identificados na rede de ensino do DF. Professores itinerantes passam pelas escolas, avaliam os alunos e os encaminham ao núcleo quando necessário. A orientação para as famílias é a de que elas respeitem a demanda da criança e do adolescente e os estimulem, sem pressioná-los.
    Atualmente não existem políticas públicas específicas para esse público. Denise explica que apesar de muita coisa já ter sido feita, é preciso mais. “É necessário investir mais no atendimento às necessidades intelectuais, acadêmicas, sociais e emocionais dessas crianças e jovens, pensando no retorno que ele pode trazer para a sociedade”, afirmou.

    Preconceito familiar dificulta inclusão de deficiente no ensino

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    O preconceito dos parentes ainda é uma barreira para a plena inserção de pessoas com deficiência na sociedade e, principalmente, na escola. Pesquisa feita entre outubro de 2008 e outubro de 2009, com 190 mil famílias que recebem o Benefício de Prestação Continuada (BPC), mostrou que 52% das famílias acreditam que não adianta colocar o deficiente na escola. O BPC atende a idosos que não recebem nenhum tipo de auxílio previdenciário e a pessoas com deficiência, incluindo crianças e adolescentes, oferecendo um salário mínimo.

    Para tentar mudar essa realidade, o Ministério da Educação reuniu na última sexta-feira, em Brasília, especialistas dos ministérios do Desenvolvimento Social (MDS) e da Saúde, além de representantes do Ministério Público e da Secretaria dos Direitos Humanos para traçar ações que ajudem na inserção de pessoas com deficiência na escola. Para isso, foi instituído o programa BPC na Escola.

    A diretora do Departamento de Benefícios Assistenciais do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Maria José de Freitas, disse que o intuito do programa é de identificar barreiras sociais no dia a dia. Segundo ela, a iniciativa deverá combater as desigualdades e o preconceito que os deficientes encontram para ter acesso à educação.

    "A ideia do BPC na Escola é promover e garantir a permanência das crianças nas escolas, tendo como eixo principal a identificação de crianças que estão fora da escola e quais as barreiras que as impedem de estudar ou, em alguns casos, de continuarem no ambiente escolar. A ação articulada é uma maneira de confrontar essa realidade e trazer soluções a esse grupo", disse.

    A pesquisa também indicou que 68% dos beneficiários atualmente vão à escola; 18% já foram, mas hoje estão fora da sala de aula, enquanto 14% nunca frequentaram o ambiente escolar. O programa BPC foi estendido à assistência escolar a fim de oferecer subsídios aos portadores de deficiência no acesso à educação.

    Outro dado importante da pesquisa destaca a dependência das pessoas com deficiência para ir à escola. De acordo com o levantamento, 80% dos beneficiários que frequentaram a escola precisavam de alguém que os levassem, e dos que estão matriculados, 73,6% necessitam de um acompanhante.

    Atualmente cerca de 2,6 mil municípios brasileiros, equivalente a 47% do total, têm o programa BPC. De acordo com a diretora, a ideia é capacitar mais técnicos para que o acesso à iniciativa abranja todos os municípios.

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      Agência Brasil

      sábado, 18 de setembro de 2010

      Caligrafia não é uma herança dos pais


      Ela pode ser alterada se a pessoa sofre uma experiência traumática



      A letra também pode ser alterada se a pessoas forem incentivadas a fazer caligrafia
      A letra também pode ser alterada se a pessoas forem incentivadas a fazer caligrafia
      Escrever com letra de mão, ou cursiva, não importa, mas a caligrafia revela muito a personalidade de cada um. Quem toma cuidado com a maneira de escrever, por exemplo, se vai ficar legível e bonita é tipicamente uma pessoa organizada. Mas se a letra é muito parecida com a dos pais, se engana quem pensa que pode ser uma herança genética.
      Quando a letra é igual aos ascendentes isso quer dizer que a criança a desenvolveu por meio de uma mistura de dons naturais e aprendizado. Isso porque vários fatos determinam o estilo e a caligrafia. “Semelhanças na escrita entre membros de uma família apenas existem quando um imita a letra de outro”, explica Richard Fraser, analista de escrita.
      “Caligrafia é moldada por experiências pessoais, o caráter de cada um e como cada pessoa foi ensinada a escrever”, explica Fraser. Só que existem pontos que determinam as mudanças das letras com o passar dos anos.
      Segundo ele, experiências traumáticas vivenciada são uma delas. O que também pode mudar a maneira de se escrever é a anatomia, já que aprendemos a técnica de segurar o lápis na escola, e quando estamos na faculdade a estrutura dos ossos das mãos não são mais os mesmos. “Coordenação entre olhos e mão, memória muscular e habilidade mental influenciam a escrita também. Quando essas características físicas e mentais mudam, a letra pode mudar junto”, completa Fraser.
      Thais Elena Carvalho, tutora do Portal Educação, explica que a escrita de uma pessoa reflete sua personalidade e traz consigo características próprias e únicas. “Mas vale o lembrete de que a caligrafia pode ser melhorada, principalmente para as crianças que têm preguiça de escrever”.